
“Somente o barro é real. Como pode um pote existir sem barro? Como pode existir um efeito separado de sua causa? Para o sábio, é o Ser Divino que permeia tudo e todos. Quando essa sabedoria começa a se manifestar, as sombras obscuras dos três tipos de Karma, ou seja, Agama Karma (as conseqüências de nossas ações que ainda estão por vir), Prarabdha Karma (as conseqüências das nossas ações em curso) e Sanchitha Karma (conseqüências das ações cumulativas do passado) fugirão para longe de você, tornando-o puro e livre! Pois, a vontade de Deus não tem limites ou exceções. Decida, através das práticas espirituais, que você deve conquistar a Graça do Senhor. Não desanime por qualquer motivo.”
Sathya Sai Baba
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“O esforço disciplinado em toda sua vida é necessário para assegurar a consumação espiritual. A mente deve ser encarregada das boas ações. Cada um deve examinar-se rigorosamente, limpar seus próprios defeitos e lutar para corrigi-los. Quando se percebem seus defeitos e os descobre, é como renascer. Esse é o momento verdadeiro do Despertar. Portanto, viva uma vida evitando faltas e ódio, pensamentos prejudiciais, e não se apegue ao mundo. Se você vive assim, seus últimos momentos serão puros, doces e abençoados.”
Sathya Sai Baba
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Pensamento para o Dia 10/02/2010
“Chapada Viva do Araripe” será o carnaval alternativo no Crato
“Este projeto inovador proporcionará uma programação onde serão desenvolvidas atividades dinâmicas e diversificadas de lazer, entretenimento, cultura e história”, diz. Entre as opções a serem vivenciadas estão as trilhas ecológicas, alongamentos, passeio ciclístico, feira de bio-jóias, palestras pmbientais e intervenções culturais. Todas as atividades têm como prioridade o bem-estar espiritual, mental e físico, tudo em harmonia com a natureza. Para participar do Chapada Viva do Araripe as pessoas devem procurar a Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato ou acessar o site www.crato.ce.gov.br e o blog: chapadavivadoararipe.blogspot.com. Para efetuar a inscrição é necessária a doação de um quilo de alimento não perecível. As vagas são limitadas para assegurar a preservação da Chapada. Essa determinação é de comum acordo entre o órgãos participantes do Projeto, para que dessa forma não haja danos a riqueza natural do município. Maiores informações na Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude ou pelo Fone:(88)3523-2365.
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:
http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com
OAB – CE atende solicitação de Comissão de Direito da URCA e doará 10 computadores para Biblioteca
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
CENTRO CULTURAL BNB CARIRI - PROGRAMAÇÃO DIÁRIA
Dia 10, quarta-feira
Diversos – Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: SESC Crato
14h Sessão Curumim: Mickey Mouse em Cores Vivas: Programa 01. 60min.
Local: Caririaçu
18h 100 Canal: Academia dos Cordelistas do Crato. 5min.
18h05 Sessão Curumim: Mickey Mouse em Cores Vivas: Programa 02. 60min.
Diversos - Artes Cênicas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Música e Corpo. 240min.
Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.
CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Pensamento para o Dia 09/02/2010

“Se uma árvore precisa ser destruída, não adianta tentar eliminá-la arrancando as folhas uma por uma. Leva um tempo muito longo e, além disso, isso pode não funcionar. Os antigos videntes perceberam que isso era verdade mesmo no que diz respeito à eliminação das más qualidades dentro de nós e, portanto, centraram suas práticas espirituais e energias para transformarem-se completamente. Eles também obtiveram a Graça do Senhor. Se apenas a inteligência está afiada, sem o cultivo e a prática das virtudes, e o cérebro torna-se um mero depósito de informação, o mundo não pode progredir; seu bem-estar estará em perigo. Tal educação somente será benéfica se der total espaço para o florescimento de todas as virtudes que distinguem um ser humano de um animal.”
Sathya Sai Baba
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“A auto-realização (Samadhi) é o oceano para o qual toda prática espiritual (Sadhana) flui. Todo sinal de nome e forma desaparece no oceano. Aquele que serve e quem recebe o serviço, aquele que medita e aquele em que se medita – todas essas manifestações de dualidade são dispersas e destruídas. Ele não sentirá nem mesmo a experiência. Em outras palavras, não estará ciente de que ele está experienciando! Esse é o fruto da mais elevada meditação, o momento mais querido de todos aqueles que anseiam por Deus. É o sinal de que a Graça do Senhor é totalmente disponível para esse indivíduo.”
Sathya Sai Baba
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
CCBNB Cariri: Programação Diária

9 de fevereiro, terça-feira
Diversos - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Música e Corpo. 240min.
Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.
Cinema – IMAGEM EM MOVIMENTO
18h05 Orfeu, de Carlos Dieques. 111min.
Cinema – 100 CANAL
18h30 A Caatinga. 5min.
Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582
Ampliação do PSF em Juazeiro do Norte

O prefeito de Juazeiro, Manoel Santana, começa ampliação das equipes do Programa Saúde da Família. Nesta terça-feira, 9, haverá entrega dos serviços da equipe de Saúde da Família 59, que funcionará no Bairro Salesianos, na Rua Professora Maria Pedrina. A unidade de saúde funcionará em uma casa, devidamente adaptada com consultório médico, enfermagem, sala de imunização, farmácia básica e recepção. A solenidade de entrega começará às 9 horas. Amanhã, haverá também atendimento médico com o Dr. Santana e Dr. Giovanni Sampaio. “A determinação é para fazer de 2010 o ano da atenção básica. Na segunda quinzena de fevereiro acontecerá a entrega a equipe do bairro São José. Para março perspectiva é de entregar mais uma equipe, dessa vez no Bairro triângulo”, afirma Dr. Luciana Matos, secretária de Saúde.
Uma realidade histórica
Não é do nosso agrado espevitar conversas contrárias à emancipação de distritos pobres que ainda não tem condições econômicas e sociais de se elevarem à categoria de cidade. Somos contra porque no âmbito administrativo, não se capacitaram com recursos preeminentes para se sobressair numa escala de trabalho eficiente e objetivo.
Atualmente, como se trata de um estado pobre, esses futuros municípios viverão mendigando recursos aleatoriamente, permanecendo num grau de desespero fazendo com que prolifere a corrupção administrativa e permanecerão no ritmo de grau inferior e sem uniformidade progressiva.
Agora, afirmamos que, além da pobreza em si, aparecem dificuldades, ou seja, como a questão ecológica que ora está em voga. É necessário controlar a vida ambiental a fim de evitar futuramente graves problemas de agressividade à natureza.
Ontem mesmo, lendo o resumo final da sessão editorial do Diário do Nordeste que diz: “Há outra problemática que diz respeito ao abate clandestino de animais, para o consumo da população, sem qualquer controle sanitário, sem a menor observância dos métodos obrigatórios. Lixo lançado ao céu aberto e carne de moita são os desafios locais que reclamam um posicionamento o quanto antes.”
Esses são alguns problemas existentes, que na maioria das vezes mostramos que poderá haver nesses pequenos municípios que trarão transtornos ecológicos, educativos e sociais; enfim, conduzem esses municípios-distritos em grotões humanos que ficaremos penalizados com essa triste situação e que devemos combater antecipadamente à proliferação de municípios inadequados que poderão se tornar em grotões urbanos.
Em nossa região, há atropelamento de município-distrito, enquadrados em estrutura urbana desqualificada sem a mínima condição de sobreviver dignamente e permanece num estado de miséria e, além disso, tem alguns deles que são considerados como município importante, que é o caso de Penaforte. Às vezes, desprezam o Crato sem colocar noções de cidade histórica. Desde o início do século XIX até o início do século XX. O pior, é que as nossas autoridades ficam quietas, nada reclamam, aceitam todos os desafios com passividade.
Há ainda os políticos aproveitadores, principalmente os fracassados, cuja finalidade é denegrir a imagem do Crato.
Por enquanto, estamos alertando ao povo humilde e simples (fazemos isso por que a sociedade nada resolve) desses distritos e não se deixem ser enganados por políticos facciosos e fracassados que desejam apenas exercer os cargos eletivos para se levantar e sair do anonimato. Esses homens fracassados seria bom deixarem de lado e mandarem ir para a caixa prega.
Dizia com muita precisão: que o dinheiro proveniente desses distritos que vem onerar os cofres do Estado, provoca aumento circunstancial da dívida interna que é cerca de 2 trilhões de reais.
Ponta da Serra não pode reclamar do Crato, pois é privilegiada com calçamento, colégios, posto de saúde e abertura de ruas que causam inveja aos bairros nobres do Crato como: Granjeiro, Pimenta, Muriti e São José por que os recursos provenientes foram destinados para esses distritos. Pensem bem, vocês são tão privilegiados e ainda querem mais do que isso?
Crato, 08/02/2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
I Seminário de Economia Austríaca
Sheraton Porto Alegre - 10/04/2010 20:00
PREPARE-SE PARA UM EVENTO INÉDITO NO BRASIL
O I Seminário de Economia Austríaca é um evento realizado pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil, associação voltada à produção e à disseminação de estudos econômicos e de ciências sociais que promovam os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre. O seminário reunirá, pela primeira vez na história do Brasil, os principais nomes da corrente econômica de livre mercado conhecida como Escola Austríaca ("EA").
Entre os palestrantes estarão alguns dos principais nomes da Escola Austríaca, como Lew Rockwell, Joseph Salerno, Mark Thornton, Tom Woods e Walter Block. Entre os nomes nacionais, Ubiratan Iorio, Rodrigo Constantino, Fábio Barbieri e Antony Mueller. Eles irão conversar com uma plateia de 300 pessoas composta por jovens profissionais, estudantes e interessados em economia e liberdade.
Os debates englobarão os princípios da EA aplicados aos principais temas econômicos da atualidade. O papel do Federal Reserve na atual crise econômica, os problemas gerados em decorrência das constantes intervenções de governos na economia, o cálculo econômico socialista, a privatização de ruas e estradas e a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE), são alguns dos assuntos que serão discutidos durante o I Seminário de Economia Austríaca.
Não perca essa oportunidade de interagir com os maiores nomes da Escola Austríaca de Economia!
Clique no link a seguir, saiba mais detalhes e faça a sua inscrição:
http://www.seminario-ea.com.br/
Obs: a página estará em constante atualização.
Coluna Cariri – Jornal O Povo
CRESCIMENTO VERTIGINOSO
O Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, de Juazeiro do Norte, encerrou 2009 com aumento de 45% na demanda de passageiros em relação a 2008. Foram 247.696 embarques e desembarques. Com esse resultado, o aeroporto da Região Metropolitana do Cariri se consolida como um dos que registra maior crescimento na rede Infraero. O aeroporto também obteve incremento no número de pousos e decolagens: 5.339 em 2009 contra 4.517 em 2008. Entre os 50 maiores aeroportos brasileiros, o crescimento do aeroporto de Juazeiro do Norte em 2009 só foi suplantado pelo de Campinas (SP) e o Navegantes de Itajaí (SC). O terminal aéreo de Juazeiro do Norte ultrapassou o Aeroporto Internacional de Boa Vista, capital do estado de Roraima.
AQUÉM DAS NECESSIDADES
Segundo o superintendente da Infraero, Roberto Germano de Souza Araújo, um dos motivos apontados pela administração do Aeroporto Orlando Bezerra para o crescimento do movimento é o turismo religioso. ``A cada ano, as romarias atraem mais e mais devotos. Além disso, Juazeiro do Norte está inserida numa região industrial e possui várias universidades``, Ainda de acordo com o superintendente, a administração do aeroporto tem acompanhado o crescimento da região para atender à demanda local. Menos, menos. Atualmente, o aeroporto juazeirense vira um caos na hora do embarque/desembarque dos passageiros.
ANDAR COM FÉ
Disparadamente, Juazeiro do Norte foi a cidade brasileira onde as relíquias de Dom Bosco receberam maior número de visitas. A Terra do Padre Cícero (além dos 245 mil habitantes residentes na cidade) registrava & no dia da chegada das relíquias & com uma população visitante de cerca de 200 mil romeiros que vieram para a Romaria das Candeias. A previsão dos padres salesianos é que a devoção a São João Bosco agora vai se espalhar pelas cidades do interior nordestino, onde residem os habitantes da nação romeira.
HAJA PÉ-DE-JOÁ
Durante a Romaria das Candeias foi iniciada a distribuição de mudas da árvore Juazeiro ((Ziziphus joazeiro), também conhecido com pé-de-joá, escolhida como símbolo do Centenário de Juazeiro do Norte. Cerca de três mil romeiros receberam as primeiras mudas. Trata-se de iniciativa da Comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro do Norte que prevê a distribuição de um milhão dessas mudas para lembrar o Padre Cícero e permitir que o sertão nordestino ganhe um milhão de novas árvores...
CURTAS
> A Congregação dos Camilianos, administradora do Hospital São Francisco, conseguiu um tento: reconstruiu a Maternidade de Crato dotando-a de modernos equipamentos.
> Na última sexta-feira, o governador Cid Gomes apresentou, no Memorial Padre Cícero, projeto do Banco Mundial e Estado para investimentos nos nove municípios da Região Metropolitana do Cariri. Tudo orçado em R$ 132 milhões.
> A Escola de Artes Violeta Arraes permanecerá em Barbalha. O município avançou nas negociações junto ao Governo no sentido de que seja construído um prédio para abrigar a Escola de Artes, a qual, provisoriamente, poderá usar as instalações da Escola Senador Martiniano de Alencar.
> Nada como o tempo. O jovem empresário cratense tem uma postura diferente do antigo. Por exemplo: reconhecem a importância da Igreja Católica no desenvolvimento do Cariri e consideram a diocese de Crato como parceira no crescimento da conurbação Crajubar.
> O Cariri vai ganhar nova rodovia. Trata-se da estrada que irá interligar o município de Caririaçu à BR-230, próximo a Lavras da Mangabeira, dentro da futura Estrada Padre Cícero.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
As portas do dia - Por Emerson Monteiro
Às notas suaves de uma canção francesa que invadem o espectro grandioso da manhã seguem-se-lhes cantos de pássaros nas mais altas árvores próximas, enquanto os primeiros caminhantes deslizam a sonolência da véspera na faixa estreita que habita o trecho entre a imaginação e o colostro do alvorecer. Orvalho tímido reflete nos seus espelhos côncavos os primeiros raios do sol em forma de arvoredo, nas bordas laterais dos caminhos. Cedo rangem as tábuas das largas portas do dia. Quais pensamentos irrequietos, as borboletas brincam no rendado verde das encostas, quais lampejos experimentais de um pintor imaginário a sacudir de seus pincéis embebidos na tinta o azul bem terno do céu.
Nuvens em fiapos escorregam junto dos bichos que apeiam das árvores para somar no meio das coisas do chão
Uma história que preenche o vazio de tudo escrito nas folhas da mata, no trinado de insetos e latidos de enlanguescidos cães.
Os detalhes sincopados aos poucos surgem dos sonhos e formam a cena. A saudade das estrelas que dormiram há instantes, os retalhos do escuro que esclareceu de ruídos acordados a fimbria avermelhada do horizonte, animais friorentos, umedecidos nas gotas de chuva da véspera, flores minúsculas, filão adocicado nos lábios de amores enigmáticos, quase feitiço de casebres distantes, de cujas chaminés escapam os algodões das mesmas nuvens esfiapadas nos arames das cercas aveludadas de melão de são caetano.
Interrogações aprofundadas na pele dos gibões de couro no lombo dos velhos burros de carga em rumo das ruas da feira. Trilhas corridas, marcas de cicatrizes na melodia dos boleros guardados no coração dos personagens, no drama da vida.
Quadro pousado no resumo da paisagem durante o intervalo das cartas atiradas ao vento, realejo sofisticado, turmas barulhentas de pequenos exemplares de novas espécies inexistentes, ondas turvas e filamentos de nervos rasgados no róseo nascente aparecido de surpresa.
Nisso, lembrança forte do encontro guardado de corpos nas águas do riacho risonho no declive erótico da serra. Lábios carnívoros ferozes e cristalinos a saborearem os nacos apetitosos do prazer maravilhoso de melhores espetáculos possíveis entre dois seres.
Quantas impressões da viagem resistiram ao tempo do sobrevôo ao silêncio do coração de cada um, dosagens inesperadas no encaminhamento das páginas; lua transparente no rabisco da colina, calma estonteante das pautas musicais que escalonam o espaço e invadem a ramagem em volta.
Ímpeto de querer achar o ritmo da sinfonia das horas ao abrir intenso das folhas do palácio da natureza, de manhã cedo, saltos de pulsares e murmúrios de vontade no fio que tece a história de todos nos bilros do mistério persistente.
Região Metropolitana do Cariri terá R$ 132 mi
Centro de Apoio aos Romeiros está entre os projetos que receberam recursos do Banco Mundial, na parceria com o Governo do EstadoTécnicos do Banco Mundial e prefeitos do Cariri se reuniram ontem para debater projetos de desenvolvimento
Juazeiro do Norte. Investimentos da ordem de R$ 132 milhões, que deverão ser efetivados em cinco anos, serão direcionados à Região Metropolitana do Cariri (RMC), composta de nove cidades, incluindo as três principais (Crato, Juazeiro e Barbalha), por meio do Projeto Cidades do Ceará - Cariri Central. Ontem, o governador do Estado, Cid Gomes, assinou, junto com integrantes do Banco Mundial (Bird), o contrato de financiamento que a instituição financeira está firmando, com empréstimo de R$ 92 milhões, para o lançamento do projeto. A contrapartida do Governo é de R$ 40 milhões para a região.
A equipe do Banco Mundial se encontra na região desde o início da semana, com intuito de conhecer de perto os projetos que receberão os recursos. No município do Crato, está inserido o projeto da Encosta do Seminário e a requalificação das praças centrais da cidade; em Juazeiro, o Centro de Apoio aos Romeiros, com o desenvolvimento de setor de tecnologia para a área de calçados, além do Roteiro da Fé e construção de Avenida do Contorno, seguindo pelos principais pontos de visitação religiosa; construção da sede e obras de infraestrutura dos geotopes do Projeto Geopark Araripe, com aquisição de bens e também equipamentos, capacitação e elaboração de estudos e planos; Aterro Consorciado do Cariri e ações de capacitação técnica para as prefeituras e o restauro do antigo Engenho Tupinambá para implantação de Museu, no município de Barbalha.
Ontem pela manhã, foi realizado no auditório do Verdes Vales, em Juazeiro do Norte, reunião com representantes do Banco Mundial, além dos prefeitos das cidades que serão beneficiadas pelos projetos, e representantes de diversas instituições da região. A finalidade de realizar um workshop foi apresentar as concepções do projeto e ações programadas já para este ano. O outro aspecto esteve voltado para os arranjos institucionais e procedimentos para implementação do projeto.
Vários aspectos já vêm sendo trabalhados na região, a exemplo das audiências públicas para andamento das obras, a exemplo da Encosta do Seminário, além das desapropriações que devem ser feitas em algumas dessas obras, como a Encosta do Seminário. Os técnicos do Banco Mundial chegaram a visitar o local, onde vão ser retiradas da área de risco da encosta cerca de 60 famílias. Segundo a especialista do Banco Mundial nas áreas social e ambiental, Soraya Melgaço, dentro de todo esse processo de reassentamento involuntário, quem tem acesso à terra, deve continuar da mesma forma ou até melhor depois dele efetivado. "Ninguém pode ficar pior do que estava após o projeto. Temos que garantir, no mínimo, uma situação igual ou anterior", afirma.
O secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, disse que esse trabalho foi iniciado em 2007, e agora passa por uma reconceituação do projeto, além de vivenciar um momento de debate com o Banco Mundial, e seguir uma linha de procedimentos que devem ser tomados. "Estamos no Cariri para discutir os projetos de forma específica", diz.
O gerente do projeto pelo Banco Mundial, Sameh Wahba, destaca o desenvolvimento social e econômico da região, por meio dos projetos. A parceria para as obras voltadas para arranjos produtivos locais, infraestrutura, turismo e capacitação e fortalecimento institucional, poderão chegar a R$ 120 milhões. O gerente afirma que os projetos envolvem métodos inovadores e critérios para a participação do Banco Mundial, como o alinhamento à Lei de Responsabilidade Fiscal, sem endividamento dos parceiros. Serão iniciadas as licitações das obras e o Banco e governo acompanhando a execução dos projetos.
DESENVOLVIMENTO
"Estamos no Cariri para discutir os projetos e revalidar parcerias com prefeituras"
JOAQUIM CARTAXO
Secretário estadual das Cidades
"Os investimentos preveem desenvolvimento da região, por meio de parcerias"
SAMEH WAHBA
Gerente de projetos pelo Banco Mundial
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria das Cidades
Centro Administrativo do Governo Virgílio Távora, Ed. Seplan, 1º andar, Cambeba, Fortaleza , (88) 3101.4458
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
Um fio de esperança
Pedro EsmeraldoPensávamos em construir no Crato um maciço de alvenaria que serviria de base com sustentação de paredes sólidas de um edifício social, modificando o pensamento humano com equilíbrio moral, transformando-o em palavras de solidez para que venham mais forças coesivas e transformem a sociedade num equilíbrio de emoção estável de união duradoura.
Gostaríamos de usar esse pensamento popular: “Quem quer ser grande, que nasça viçoso.” Isso vem prevalecer ao homem intolerante, que deseja subir de qualquer maneira, mostrando qualidades inadequadas e que não possui, “muitas vezes”, essas tais qualidades. Desejam subir à força para, no fim, desabar com pressa e cair no desespero.
É o caso de pequenos lugarejos que desejam elevar-se à categoria de cidade sem ter nenhuma categoria de florescer financeiramente.
Ontem mesmo, andando por arredores de um sítio pertencente a essa localidade deparamos com pessoas dizendo que não era de seu alvitre pertencer a essa população e deixar de ser cratense, uma cidade mais evoluída e avançada no seu progresso.
Saímos alegres com essas palavras, pois o nosso objetivo é trazer a união e distorcer a situação, transformando em uma grande vertente de povoação sólida, medindo bem-estar social e suporte financeiro permanente.
Certo dia, lendo as páginas da Revista Veja deparei-me com uma reportagem, dizendo a realidade do país. Não é à toa que ficamos perplexos quando temos conhecimentos de que cidades brasileiras, ainda não estão bem financeiramente, mas sabemos sem dúvida alguma que a dívida interna do Brasil alcança a cifra de Dois trilhões de reais e a coisa não é mole não.
Notamos que se não alcançarmos o equilíbrio financeiro de algumas cidades brasileiras e que ainda viverão sempre na pior situação, precisando constantemente da ajuda do Governo Federal. Ora meus amigos, neste caso, os pequenos municípios não tem suporte financeiro e trarão um aumento anormal dessa dívida pública. Não tem de jeito nenhum, condições de cumprir com os tributos, visto que o salário mínimo e as obrigações com o INSS não serão cumpridas a contento, aumentando plenamente a corrupção, quer política, quer eleitoral, e serão engolidos com o progresso dos grandes municípios.
Atenção pessoal pontaserrano: estamos na expectativa que nos compreendam e imitem o digno professor J. de Figueiredo Filho, que foi um grande defensor do Crato.
Crato, 05 de fevereiro de 2010.
Surgimento da vida - luz Invasora!
O Planeta terra gira no espaço sideral, perdido na infinitude da existência, um show apoteótico no cosmo, surge à vida, nasce um problema, se o planeta terra propiciou condições para o surgimento da vida, fonte de vida, fica os seres vivos como terminal do processo existencial, assim, o planeta depende da vida e a vida do planeta – Certo – Errado. Como errado?
A extinção da vida no planeta terra, não significa a extinção do planeta em si, mas, somente a vida como processo existencial no espaço tempo.
- Qual o interesse do planeta terra em criar a vida para depois extingui-la, de forma tão cruel e violenta. Se a própria bola sideral pode sobreviver sem o sopro vital.
- O Planeta Terra não é idiota.
Como?
- A vida invadiu a terra, todo o processo existencial, no silêncio cósmico teve que se dobrar aos caprichos dos seres vivos no planeta dos humanos, mas isto não quer dizer que esta luz invasora existe somente aqui.
Qual á dúvida?
- Os elementos químicos que formam a massa universal são constantes, coesos e unos, a probabilidade de se ter ou não vida é apenas uma questão dados amostrais, em seqüência, ou não.
Qual a certeza?
- Se o cálculo da mediana do processo químico interativo for apto a vida surge do contrário, não, logo, tudo é somente uma questão de seqüenciamento de elementos químicos em tempo e espaço em doses bem determinas e num percentual de exatidão exata.
- Entendeu
Não
- Por que, sendo assim, a vida poderia surgir em qualquer parte do universo curvo em expansão.
-Exatamente isto!!!!
Entendeu ?
-Não
Mas é assim que a coisa funciona.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Carnaval e Olival Honor no próximo Cariri Encantado
Cariri Encantado é um programa radiofônico semanal que acontece todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, com transmissão pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e pela Internet através de cratinho.blogspot.com. A sua linha musical e literária é praticamente dedicada aos autores caririenses. Quase sempre, o programa convida uma pessoa identificada com o fazer cultural e artístico da região para falar algo de interesse coletivo.Nesta sexta-feira, dia 5 de fevereiro, o programa Cariri Encantado entrevistará o escritor cratense Olival Honor (foto), que falará sobre os antigos carnavais cratenses e lerá uma crônica sua inédita.
Com apoio do Centro Cultural BNB Cariri, o programa é produzido pelas Oficinas de Cultura e Artes (OCA) e revista virtual Cariricult.
Ficha técnica
Redação e seleção musical: Carlos Rafael Dias, José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel;
Apoio logístico Jackson “Bola” Bantim;
Participação especial: Jorge Carvalho e Huberto Cabral;
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias;
Operação de áudio: Iderval Silva.
Se ligue!
Posse da Nova Diretoria da OAB-Crato - Por Océlio Teixeira
A Nova Diretoria da OAB-Crato está assim constituída:
Presidente: Fabrício Siebra Felício Calou
Vice-Presidente: Ingrid Feitosa Siebra de Holanda
Secretário Geral: Antônio Ambrósio de Oliveira
Secretário Geral Adjunto: Samuel Torres de Brito
Tesoureiro: Ismael Carneiro Bezerra
Suplentes: Luciano Esmeraldo Amorim e Valmir Alves do Nascimento
A espiritualidade do Carnaval - Por Egina Carli de Araújo Rodrigues* e Eduardo Carneiro**
O carnaval realizado no Brasil é a maior festa popular do mundo. Grande parte dos foliões brasileiros, no entanto, não conhece as origens e as implicações dessa festa. Pensa-se que o carnaval é uma brincadeira típica do Brasil, mas várias cidades do mundo como Nice (França), Veneza (Itália), Nova Orleans (EUA), dentre outras, também a celebram anualmente.
O carnaval, para surpresa de muitos, é um fenômeno social anterior a era cristã. Assim como atualmente ela é uma tradição em vários países, na antiguidade, o carnaval também foi praticado por várias civilizações. No Egito, na Grécia e em Roma, pessoas de diversas classes sociais se reuniam em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.
A diferença entre o carnaval da antiguidade para o de hoje é que, no primeiro, as pessoas participavam das festas mais conscientes de que estavam adorando aos deuses. O carnaval era uma prática religiosa ligada à fertilidade do solo. Era uma espécie de culto agrário em que os foliões comemoravam a boa colheita, o retorno da primavera e a benevolência dos deuses. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de todas as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria. Em Roma, várias entidades mitológicas eram adoradas, desde Júpiter, deus da orgia, até Saturno e Baco.
Na Roma antiga, o mais belo soldado era designado para representar o deus Momo no carnaval, ocasião em que era coroado rei. Durante os três dias da festividade, o soldado era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Posteriormente, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para servir de símbolo da fartura, do excesso e da extravagância.
Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. No entanto, a adesão em massa de não-convertidos ao cristianismo, dificultou a repressão completa. A Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos, muitos dos quais, cristianizados para evitar maiores transtornos. O carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape” diante das exigências impostas aos medievos no período da Quaresma.
Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja fez “vistas grossas” às três noites de carnaval. Na ocasião, os medievos aproveitavam para se esbaldar em comidas, festas, bebidas e prostituições, como na antiguidade.
Na Idade Média, o carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. Disfarçados com fantasias que preservavam o anonimato, os “cristãos não-convertidos” se entregavam a várias licenciosidades, que eram, geralmente, associadas à veneração aos deuses pagãos.
O carnaval na Idade Média foi objeto de estudo de um dos maiores pensadores do século XX, o marxista russo Bakhtin. Em seu livro Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, Bakhtin observa que no carnaval medieval – “o mundo parecia ficar de cabeça para baixo”. Vivia-se uma vida ao contrário. Era um período em que a vida das pessoas tornava-se visivelmente ambígua, pois a vida oficial - religiosa, cristã, casta, disciplinada, reservada, etc. – amalgamava-se com a vida não-oficial – a pagã e carnal. O sagrado que regulamentava a vida das pessoas era profanado e as pessoas passavam a ver o mundo numa perspectiva carnavalesca, ou seja, liberada dos medos e da ética cristã.
Com a chegada da Idade Moderna, a “Festa dos Loucos” se espalhou pelo mundo afora, chegando ao Brasil, ao que tudo indica, no início do século XVII. Trazido pelos portugueses, o ENTRUDO – nome dado ao carnaval no Brasil – se transformaria na maior manifestação popular do mundo, numa das maiores adorações aos deuses pagãos do planeta e, por tabela, na maior apologia a prostituição apoiada pelo Estado. Você vai participar do CARNAval?
* Egina Carli de Araújo Rodrigues é professora de História das redes pública e particular de ensino no Acre (eduardoeginacarli@blogspot.com)
** Eduardo Carneiro, formado em História, é acadêmico do mestrado em letras pela UFAC.
Fonte: www.historianet.com.br/
´SANTO DO NORDESTE´: Imagem do Padre Cícero é colocada na Sé Catedral - Postado por Océlio Teixeira

O "Roteiro da Fé" no Padre Cícero poderá ser ampliado com a inclusão da Sé Catedral nos pontos de visitação
Crato. Mesmo antes de ser reabilitado de suas ordens sacerdotais, o Padre Cícero já está na porta de entrada da Sé Catedral deste município. As imagens do "Padim" e de Nossa Senhora das Dores estão juntas na entrada da Igreja, ao lado da pia onde o sacerdote foi batizado, no dia 8 de abril de 1844. É a primeira vez que a imagem do "santo do Nordeste" é colocada dentro de um templo católico. Nem mesmo em Juazeiro, onde o "Cearense do Século" é venerado como santo, a Igreja acolheu o Padre Cícero em seus altares.
O escritor Lira Neto, autor do livro "Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão", afirma que, "apesar da imensa fé dos sertanejos, a imagem do sacerdote ainda não está nas igrejas de Juazeiro". "Encontramos, apenas, um vitral dele na capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde o corpo do religioso foi sepultado", complementa.
O cânon 1.188, do Código de Direito Canônico, uma espécie da Carta Magna da Igreja Católica, recomenda que "mantenha-se a praxe de propor imagens sagradas nas igrejas, para a veneração dos fiéis; entretanto, sejam expostas em número moderado e na devida ordem, a fim de que não se desperte a admiração no povo cristão, nem se dê motivo a uma devoção menos correta". O problema é que, oficialmente, o Padre Cícero ainda não foi reconhecido como santo pela Igreja Católica. "Ao contrário, ele morreu proibido de ministrar os sacramentos", questiona um religioso que prefere não se identificar.
"Sinal dos novos tempos, essa atitude do Cura da Sé, padre Edmilson Neves, apoiado por dom Fernando, é extremamente significativa não apenas do ponto de vista religioso, mas também social, econômico e político", diz o professor de história da Universidade Regional do Cariri (Urca), Océlio Teixeira, destacando que, com essa atitude, a Diocese está abrindo caminhos para a superação da tradicional cisão entre as duas maiores cidades do Cariri. "Oxalá, que os poderes políticos e a população de ambas as cidades se sensibilizem com esse exemplo e passem a agir de forma semelhante", diz o historiador.
Océlio sugere às autoridades municipais e eclesiásticas que procurem incluir a Igreja da Sé - local de batismo do Padre Cícero e que tem atraído muitos romeiros - no chamado "Roteiro da Fé", em elaboração pela Secretaria das Cidades do Ceará e Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte.
Romeiros
Enquanto o roteiro não é oficializado, alguns romeiros já incluíram o Crato na programação de visitas. A "frotista" Teresinha de Jesus diz que saiu de Recife, num ônibus com 50 passageiros, com o Crato incluído no roteiro. A devota Maria da Conceição Monteiro ficou impressionada com o que viu. O que mais lhe chamou a atenção, segundo afirmou, foi a pia onde o Padre Cícero foi batizado.
Para os romeiros, a presença da imagem do Padre Cícero dentro da igreja é um fato normal. Eles desconhecem os acontecimentos históricos que resultaram na suspensão das ordens do sacerdote. Indiferentes às rivalidades entre os municípios de Crato e Juazeiro, por questões religiosas, eles cantam, rezam e passeiam na Praça da Sé. O paraibano de João Pessoa, Antônio Vieira Cristino que, pela primeira vez visita o Crato, diz que tudo é muito bonito. "Dá gosto sair de casa para ver os locais por onde o Padim passou".
MAIS INFORMAÇÕES
CúRIA Diocesana
Rua Teófilo Siqueira, 631
(88) 3521.1110
curia@diocesedecrato.org.br
SEDE DO BISPADO
Pastoral das Romarias acolhe devotos do "Padim"
Crato. Além das imagens do Padre Cícero e de Nossa Senhora das Dores, foi colocada uma faixa ao lado da Sé Catedral com o seguinte convite: "A Pastoral das Romarias da Sé Cátedra acolhe, com todo amor, os romeiros da Mãe de Deus que visitam o berço do Padre Cícero". A cada ano que passa, aumenta o número de romeiros que visitam a Catedral de Nossa Senhora da Penha, sede do Bispado da cidade do Crato.
Atento a esse fato e seguindo a orientação do bispo da Diocese do Crato, dom Fernando Panico, o cura da Sé, padre Edmilson Neves, criou a Pastoral das Romarias e tem dado toda a atenção aos devotos que visitam a Igreja onde Padre Cícero foi batizado. Já foi instituída na Catedral a Missa do Romeiro.
A visita dos fiéis à Sé Catedral é acompanhada por jovens da Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que rezam com os devotos. O presidente da organização religiosa, Meridiano Rodrigues, diz que a orientação é no sentido de que o romeiro seja bem acolhido. Para isso, até uma lanchonete foi montada ao lado da igreja para evitar, segundo afirmou, que os romeiros sejam explorados.
Processo no Vaticano
A eventual canonização do Padre Cícero passa primeiro pela reabilitação. O processo solicitando deu entrada no Vaticano no dia 1º de junho de 2006. Na carta ao papa Bento XVI, por ocasião da entrega dos documentos à Congregação para a Doutrina da Fé, dom Fernando afirmava: "Venho, com toda esperança e humildade, suplicar a Vossa Santidade que se digne reabilitar canonicamente o Padre Cícero Romão Baptista, libertando-o de qualquer sombra e resquício das acusações por ele sofridas". A visita da caravana do Cariri ao Vaticano foi acompanhada pelo Diário do Nordeste, que publicou reportagens exclusivas sobre o tema. Para reforçar os argumentos, a comitiva levou também um abaixoassinado com 150 mil nomes e um documento assinado por cerca de 270 bispos brasileiros, que estavam reunidos em Itaci, São Paulo, pedindo a revisão histórica e eclesial do caso.
O mais importante dos documentos entregues ao Vaticano foi uma petição assinada por dom Fernando Panico. No final do ano passado, por ocasião da visita ad limina dos bispos Nordeste a Roma, o papa Bento XVI prometeu mandar apressar a análise dos documentos, o que aumentou as expectativas dos católicos devotos. Até o momento, de acordo com a Cúria Diocesana, não chegou nenhuma informação sobre o resultados dos estudos. O próprio bispo dom Fernando admite que o processo é lento.
ENQUETE
Nos passos da fé
TEREZINHA DE JESUS
Frotista
Além de visitar a Igreja da Sé, estive também no Museu do Crato que funciona nas proximidades da Catedral
Marisa Lucas Régis
Dona-de-casa
O Padre Cícero é filho do Crato. Foi aqui onde ele nasceu. Por isso, eu dou uma "esticadinha" até esta cidade
Antônia Vieira Cristina
Agricultor
Tudo é muito bonito. Dá gosto sair de casa para ver os locais por onde o "Padim" passou e viveu. Rememoramos tudo
ANTÔNIO VICELMO/Repórter
Fonte: Diário do Nordeste
COMPOSITORES DO BRASIL

“A mulher mente brincando
E às vezes brinca mentindo
Quando ri está chorando
E quando chora está rindo” (Nuvem que passou)
NOEL ROSA
Parte dois
Postado por Zé Nilton
Seu companheiro do Conjunto Bando de Tangarás, o músico, compositor, locutor e escritor Henrique Fores Domingues – Almirante – conviveu com Noel Rosa desde antes de descobrirem os caminhos da música. Escreveu belas páginas sobre o gênio da Vila, e enfeixou no livro clássico “No Tempo de Noel Rosa”, Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1977.
Em suas páginas escreveu passagens hilárias sobre Noel, com esta que se segue:
“O sono de Noel era dos mais extraordinários do mundo: duro, pesado, impenetrável.
Certa vez, João de Barro, tendo emprestado seu violão a Noel, necessitou buscá-lo no chalé da Teodoro e Silva (residência do poeta da Vila). Ás volta com sua escolinha, Dona Marta (mãe de Noel), dada a intimidade dos dois, indicou:- Pode apanhar seu violão que está no quarto. E pode acorda Noel. – Noel ressonava e o amigo pensou que pudesse despertá-lo facilmente. Primeiro, tocou levemente o seu ombro. Nenhum resultado. Em seguida balançou-o, dando-lhe sacudidelas, fortes a princípio e fortíssimas no final. E Noel não acordou de maneira alguma.
Arnaldo e Oswaldo Araújo, velhos alfaiates, velhos amigos da família, noutra ocasião receberam encomenda de um terno que Noel necessitava com pressa. A primeira prova pode ser feita na alfaiataria, mas a última forçosamente se realizou na casa de Noel, que não pôde ser despertado. Com a ajuda de Dona Marta ele foi colocado de pé, à força, sem tomar conhecimento de si próprio. Assim ocorreu aquela estranha prova de calça e paletó
Noel reconhecia a própria resistência para abandonar o leito. Quando necessitava acordar em horas prefixadas a fim de cumprir obrigações importantes, ao chegar em casa alta madrugada, distribuía por todos os cantos – sobre a mesa, em cordas estiradas pelos corredores, pendurados nas lâmpadas, pelo chão, à porta do quarto, à vista do fogão, à entrada do banheiro – avisos alertadores, em letras garrafais, com abundância de exclamação, deixando clara sua preocupação em não faltar ao compromisso assumido.
ATENÇÃO!!!
MUITO IMPORTANTE !!!
NÃO SE ESQUEÇAM !!!
PRECISO ACORDAR CEDO!!!
CEDÍSSIMO!!!
GRAVAÇÃO ÀS 10 HORAS!!!
É IMPORTANTÍSSIMO !!!
NÃO ACREDITEM EM DESCULPAS!!!
Na manhã do embarque de Noel para o Sul, Dona Marta viu-se em apuros. Por felicidade, Graça Melo Surgiu. Pouco faltava para o Itaquera zarpar e Noel na cama, insensível aos berros, aos solavancos, à retirada violenta de todas as roupas. (...) Noel foi posto de pé, a muque; enfiaram-lhe as calças, a camisa, o paletó. Atabalhoadamente, Dona Marta completava a mala. Á porta, o carro que deveria conduzi-lo ao cais buzinava aflito. E Noel, meio carregado por Graça Melo, Dona Marta e pelo Calulá (o seu amigo para assuntos de acordar), foi atirado dentro do taxi, como um trapo, semi-inconsciente. No trajeto, ia completando suas roupas à medida que os solavancos do automóvel em disparada permitiam.
Os companheiros – Chico Alves, Mário Reis e outros – o aguardavam, já sem esperanças. E ele subiu, sobraçando a mala entreaberta, desgrenhado, camisa fora das calças, olhos empapuçados, mas feliz.” (pp. 107-109).
Coisas de gênio.
Hoje, a segunda parte da homenagem a Noel Rosa.
Vamos falar mais um pouco de sua obra, ouvindo:
O orvalho vem caindo, de Noel Rosa e Kid Pepe, com Aracy de Almeida, gravação de 03/11/1933
João Ninguém, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 24/07/1935
Tenho raiva de quem sabe, de Noel Rosa, Kid Pepe e Zé Pretinho, gravação de 25/04/1934
Século do Progresso, de Noel Rosa com Isaura Garcia, gravação de 28/07/1937
São coisas nossas, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 1932
Pierrô Apaixonado, de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, com Maria Betânia, gravação original de 1936, para o filme “Alô, alô Carnaval !
Tarzan, o filho do alfaiate, de Noel Rosa e Vadico, com Noel Rosa, gravação de 1936
Por causa da hora, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 10/10/1931
Mentir (ou mentira necessária) de Noel Rosa, com Mário Reis, gravação de 28/09/1932
A.B. Surdo, de Noel Rosa e Lamartine Babo, com Olga Jacobina e Lamartine Babo, gravação de 1930, para o carnaval de 1931.
Fita amarela, de Noel Rosa, com Francisco Alves e Mário Reis, gravação de 29/12/1932
Pastorinhas (ou Linda Pequena), de Noel Rosa e João de Barro (Braguinha), gravação de 13/12/1937
Cem mil Réis( ou você me pediu), de Noel Rosa e Vadico, Chico Buarque e Luiza Buarque, gravação original de 05/03/1936
Cordiais saudações, de Noel Rosa, com Noel Rosa e o Bando de Tangarás, gravação de 18/08/1931.
Quem ouvir, verá !
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 khz
Apoio. CCBN
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A Injustiça que mata – por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Deus fez um plano para toda a humanidade e os homens fogem desse plano. O ser humano é tão imperfeito, que em vez de fazer a vontade de Deus, persegue os mais fracos e humildes. E o que é pior, comete as maiores barbaridades contra os seus irmãos inocentes quando estão no poder, com a desculpa de defenderem a ordem. Esquecem até que o sol nasceu para todos.No pequeno livro “O Beato José Lourenço e sua Ação no Cariri” de José Alves de Figueiredo muito me sensibilizou a maneira como o escritor fez a defesa do Beato José Lourenço. Embora já tenha lido sobre o Caldeirão, para mim, esse depoimento foi marcante, pois foi feito por alguém que viveu na época do beato e, era proprietário de um sítio vizinho ao Caldeirão e o conheceu de perto.
O Beato José Lourenço chegou ao Juazeiro muito jovem, com apenas 20 anos de idade, em l890, vindo da Paraíba, sua terra natal. Era um verdadeiro fanático do Padre Cícero e o enxergava como um santo superior, uma vez que em sua mentalidade estreita, a figura do padre se engrandecia. Quando o beato chegou ao Juazeiro, a beata Maria de Araújo ainda vivia e o fanatismo estava no auge. Em vez de ir explorar as pessoas como alguns faziam, preferiu pegar na enxada, dirigindo-se ao campo, para viver de modo honrado da profissão de agricultor. Com esse objetivo, foi se instalar numa parte do Sítio Baixa Dantas, arrendando essa terra ao seu proprietário, senhor João de Brito.
Dentro de pouco tempo transformou alguns hectares de terra seca, num lindo pomar com frutas variadas, como também uma cultura de algodão, cereais e mais outras qualidades de plantas e hortaliças. O beato José Lourenço com o seu trabalho foi prosperando e ganhando fama. E também, com seu elevado espírito de caridade, começou a acolher numerosas famílias pobres e encher de órfãos o seu próprio lar. Tinha tanto desprendimento, que não se incomodava de gastar o fruto do seu trabalho com essas pessoas que passaram a constituir a sua família.
Durante muitos anos, viveu tranquilamente na Baixa Danta, e ninguém o incomodou por levar uma vida de ajuda humanitária.
Na revolução de 1914, foi recolher-se em Juazeiro. Mas, mesmo estando disposto a morrer pelo Padre Cícero, não tomou parte na luta, porque tinha um coração extremamente sensível e não desejava fazer mal a ninguém.
Após o movimento ter acalmado, o beato voltou à sua lavoura, encontrando-a destruída em parte. Recuperou as perdas com muito trabalho em curto período de tempo.
O Padre Cícero ganhou de presente um touro de raça e o entregou a José Lourenço para este cuidar. Como o beato tinha afetividade para com os animais, empregou pessoas para cuidar do touro que se tornou um belo animal admirado por todos. Alguns fanáticos mais exagerados, achando que iam agradar ao Padre Cícero, enfeitavam os chifres do boi com grinaldas de flores. Além do mais acreditavam que a urina do boi servia de remédio.
A lenda do boi santo foi deturpada pela imprensa e José Lourenço acusado injustamente de estimulador de um grosseiro fetichismo. Foi preso e obrigado a comer a carne do boi “Mansinho” que era muito estimado por ele. Suportou todas as humilhações sem protestar. Quando solto, sem guardar mágoas de quem o perseguia, voltou a Baixa Danta para o seu trabalho.
O proprietário do sítio precisou vendê-lo e o novo dono queria receber a terra imediatamente. Com o seu desprendimento perdeu todo o seu trabalho, e sem causar confusão foi para o Caldeirão dos Jesuítas, terreno do Padre Cícero que fica situado entre os sítios Lagoinha e Cruzinha. Isso ocorreu no ano de 1926. O Caldeirão era uma terra sem nenhuma benfeitoria, mas o beato, assim como na Baixa Danta, construiu sua casa, um engenho de madeira e fez roças. Simultaneamente, diversas casas foram sendo construídas ao redor. O Caldeirão se tornou uma bela propriedade com uma população trabalhadora e obediente ao beato que, na mais rigorosa ordem a orientava para o bem. Não existiam armas, só instrumentos de trabalho.
O Beato José Lourenço sofreu inúmeras perseguições injustas como se fosse perigoso a ordem. Era mal compreendido e não sabia se defender, sendo preso várias vezes injustamente.
Tinha um grande coração, pois num período de seca sustentou por vinte e três meses dando uma refeição diária, além do pessoal que já morava com ele, a mais quinhentas pessoas, com alimentos que tinha guardado nos depósitos do Caldeirão.
José Alves de Figueiredo foi preso no tempo do Estado Novo, por ordem do chefe de Polícia da época, simplesmente por ter defendido José Lourenço com o artigo publicado no jornal “O Povo, de Fortaleza em 07.06.1934.
O Caldeirão foi uma experiência comunitária baseada na mensagem igualitária da Bíblia. As autoridades temendo que essa experiência se tornasse uma nova Canudos destruíram o Caldeirão em 1936 com muita crueldade, realizando um grande massacre, cujos números mortos nunca se soube quantos.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Tendo como fonte: “O Beato José Lourenço e sua ação no Cariri” de José Alves de Figueiredo, Museu do Ceará, Fortaleza, 2006
Construção do Centro do idoso em Juazeiro
A Prefeitura de Juazeiro do Norte está construindo através da Secretaria de Infraestrutura, o Centro de Referência do Idoso (ao lado do CSU). O custo da obra de 740 metros quadrados é de R$ 360.759,46. Consta de sala de coordenação, cantina, cozinha, consultórios médicos, espaço multiuso, além de outras dependências e piscina.
A Secretária Fátima Bandeira, disse que por determinação do prefeito Dr. Santana, a SEINE executa também, reforma e ampliação de vários estabelecimentos de ensino e creches, restauração da Praça Adalgisa Gomes de Figueiredo, no Conjunto Frei Damião (Baixa da Raposa), calçamento na Vila Nova (Aeroporto) e em outras localidades, além serviços de tapa-buraco, atendendo solicitações da população.
Cultura realizará I Encontro de Escritores

Está confirmada para a próxima quinta-feira, 4, a realização do I Encontro de Escritores, Poetas, Cordelistas e Repentistas da Região Metropolitana do Cariri. De acordo com a titular da pasta, Glória Tavares, o evento se dará no Teatro Marquise Branca.
A programação constará de café da manhã, pronunciamento do prefeito Dr. Santana, e da secretária de Cultura Glória Tavares.
Acontecera palestra com o tema: registros de trabalhos literários na Biblioteca Nacional, ficha catalográfica, direitos autorais e informações para os literatas, com Renato Casimiro. Outra palestra abordará o Centenário de Juazeiro do Norte, com o pesquisador Daniel Walker.
Os participantes se dividirão em grupos para discutir três eixos: a) participação dos Escritores, Poetas, Cordelistas e Repentistas na elaboração do Plano Municipal de Cultura, b) participação do segmento dos festejos do Centenário de Juazeiro do Norte e c) Participação do segmento no Juaforró 2010.
A realização é da Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Cultura com parceria do Instituto Cultural do Vale Caririense (ACVC), Academia dos Cordelistas do Crato e Secretaria de Ação Social, SEBRAE e Centro Cultural Banco do Nordeste.
Ciro diz que mantém candidatura: santo Lula está errado
O deputado federal Ciro Gomes (esq.) concede entrevista na Assembleia Legislativa do Ceará. (Foto: Bruno de Castro/Especial para Terra).O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse que vai manter sua candidatura à Presidência da República, contrariando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede união da base aliada na candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Para Ciro, Lula comete um grave erro ao avaliar que sua desistência beneficiaria a petista. "O PSDB e o PT querem que eu retire a minha candidatura. Algum dos dois está errado. A única pessoa que está certa de querer tirar a minha candidatura é o Serra. Significa que o santo Lula nesse assunto está errado", disse Ciro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A declaração do deputado ocorreu na terça-feira, dia de retorno das férias parlamentares e um dia após a divulgação da pesquisa do Instituto Sensus pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) indica que a presença de Ciro na disputa garantiria a realização de segundo turno entre a ministra e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). De acordo com o levantamento, com Ciro na disputa, Dilma tem 27,8% das intenções de voto e Serra, 33,2%. Ciro fica em terceiro lugar, com 11,9%, e a senadora Marina Silva (PV) em quarto, com 6,8%. Em um cenário sem Ciro Gomes, Serra aparece com 40,7% das intenções de voto, Dilma, com 28,5% e Marina com 9,5% - 11,4% votariam branco ou nulo e 10% não sabem. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 25 a 29 de janeiro com 2 mil entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais. O número de registro é o 1570/2010.
Fonte: Redação Terra
ÁRVORE DO CENTENÁRIO - Mudas de Juazeiro para fiéis
Elizângela Santos (Jornal Diário do Nordeste)
ROMEIROS receberam mudas da árvore Juazeiro ontem, como parte da programação da Festa das CandeiasTornar o sertão "uma mata só" era o conselho ecológico do Padre Cícero, como incentivo à arborização do campo
Juazeiro do Norte. Começa a arrancada, neste município, para a distribuição de um milhão de mudas da árvore Juazeiro, em todo o Nordeste brasileiro. A planta símbolo da terra do Padre Cícero está sendo distribuída por meio do Projeto Árvore do Centenário e a meta é cumprir com a distribuição total até julho de 2011. Nesta primeira etapa, foram distribuídas 3 mil mudas entre os romeiros.
Uma equipe esteve na Praça Padre Cícero e na sala de informações da Paróquia, preenchendo os cadastros dos romeiros que pegaram as mudas. A ideia é já fazer um acompanhamento a partir da próxima romaria para verificar como está sendo o desenvolvimento das plantas. Junto com a muda, os fiéis do Padre Cícero também levam um cartão com os 10 preceitos ecológicos do Padre Cícero. Um deles aconselha o plantio a cada dia de uma árvore de algaroba, caju, de sabiá ou de qualquer outra árvore, até que o sertão todo seja "uma mata só".
O trabalho tem o acompanhamento de técnicos e está sob a responsabilidade da Fundação Mussambê, de Juazeiro do Norte. A parceria se estende às secretarias de Turismo e Romaria, Meio Ambiente, Banco do Nordeste e Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA). Segundo o coordenador de Núcleo Agrário da Fundação, Erisvaldo Figueiredo, foram investidos, nessas primeiras mudas, cerca de R$ 50 mil, com recursos da SDA. As próximas mudas terão incentivo do Banco do Nordeste, que repassará mais R$ 50 mil para a aquisição das novas mudas.
A ideia inicial era fazer a entrega das mudas em tubetes biodegradáveis, mas, segundo o coordenador, o projeto acabou ficando inviável. O valor ficou alto, em torno de R$ 800 mil. Nessa primeira etapa da entrega, conforme Erisvaldo, estão sendo repassadas poucas mudas, mas na próxima grande romaria a perspectiva é distribuir 200 mil ou até 300 mil mudas. O mês de maio é o mais propício para a coleta de sementes.
Condições de plantio
As primeiras mudas estão com três meses. Mesmo aparentemente pequenas, o coordenador de Núcleo Agrário afirma já estarem em condições boas para o plantio. "Já tem acima de seis folhas e isso facilita a sobrevivência da planta, típica do semiárido", diz ele. A árvore do Juazeiro, com o nome científico de Ziziphus joazeiro, é a única planta que fica verde no verão. Serve como pasto apícola, oferece boas condições de sombreamento e garante pasto para os animais de pequeno porte no sertão, como ovinos e caprinos.
No início da terra do Padre Cícero, eram três pés de Juazeiro, uma capela e a pequena vila. A árvore tem um significado histórico para a cidade. Segundo o historiador Daniel Walker, da Comissão do Centenário, o objetivo do projeto é arborizar o Nordeste, e que os romeiros tenham no seu quintal ou na sua cidade, a árvore símbolo de Juazeiro do Norte.
Daniel lembra dos preceitos ecológicos do Padre Cícero, e diz que, durante as missas que ele celebrava, sempre levava as mensagens ecológicas para os fiéis. "Foi o precursor da ecologia no Cariri", ressalta o estudioso, lembrando os conselhos do sacerdote para preservar as manifestações de vida na natureza.
No Nordeste, a árvore de Juazeiro também é chamada de "Juá". Para a romeira alagoana, Laura Pedro de Sousa, é uma bênção poder ter um pé de Juá em sua porta. "Um santo remédio. É uma bênção de Deus".
Para Erisvaldo Figueiredo, a distribuição das mudas tem uma simbologia diferenciada, por ser uma recordação viva da terra do Padre Cícero. Ele explica que daqui a cinco ou oito anos a planta já estará adulta. "É a planta que deu origem a nossa cidade e que vai perdurar por muitos anos", completa.
O Projeto Árvore do Centenário foi inspirado numa romeira. O depoimento ouvido pela irmã Annete Dumoullin foi inspirador para criar o projeto de arborização, disseminando o símbolo de Juazeiro do Padre Cícero. Dos caroços das frutas da "terra do Padim", consumidas pelos romeiros, novas plantas surgiam em suas cidades. Na igreja, ao meio dia de ontem, as mudas receberam as bênçãos na hora da despedida do romeiro. Uma planta sagrada para os fiéis, e símbolo da terra que já é considerada santa por grande parte dos nordestinos. Uma consciência de ecologia incentivada, a partir dos preceitos do Padre Cícero.
ENQUETE
O que o Sr. (a) acha da distribuição das mudas?
LAURA PEDRO DE SOUSA
67 ANOS
Dona-de-casa
Essa planta é uma bênção de Deus. Serve de remédio para ferimentos, para lavar os cabelos e escovar os dentes
GENILDA SILVA DE MORAIS
57 ANOS
Aposentada
É uma boa ideia, importante para a natureza e as pessoas terem consciência ecológica. Vou cuidar bem dessa planta
SEVERINO SANTOS SILVA
81 ANOS
Aposentado
É uma novidade aqui em Juazeiro. Vou levar a muda e pedir autorização ao padre para plantar de frente à igreja
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Turismo e Romaria, Praça do Cinquentenário, S/N
Socorro, Juazeiro do Norte
(88) 3511. 4040
Fonte: Diário do Nordeste (edição de 3 de fevereiro de 2010)
Justiça do Ceará condena empresa de telefonia a indenizar cliente em R$ 100 mil
A juíza da 20ª Vara Cível do Fórum Clóvis Beviláqua, Maria de Fátima Pereira Jayne, condenou a empresa de telefonia Brasil Telecom S/A ao pagamento de indenização no valor de R$ 100 mil, por danos morais, a J.L.N.M.. A decisão da magistrada foi publicada no Diário da Justiça da última sexta-feira, 29.
De acordo com os autos, J.L.N.M., ao tentar fazer uma compra de passagem aérea em janeiro de 2005, foi informado de que estava com o nome no cadastro de devedores por causa de uma dívida com a empresa de telefonia, com a qual jamais manteve relação comercial ou de consumo.
Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Ceará, a Brasil Telecom S/A alegou que houve um erro substancial na contratação e que não podia prever o uso do CPF de outra pessoa.
Na decisão, a juíza afirma que a empresa de telefonia não é imune ao Código de Defesa do Consumidor, citando o artigo 3º da Lei nº 8.078/90. Assim, “a fornecedora de serviço responde objetivamente pelos danos que vier a causar ao consumidor, só se exonerando desta responsabilização se provar culpa exclusiva deste”.
Para a magistrada, não ficou devidamente provado que a culpa dos fatos se deveu única e exclusivamente ao autor. “O que ficou caracterizado foi que, mediante o fornecimento de um número de CPF, a requerida procedeu uma contratação sem a menor cautela”.
Fonte: Redação O POVO Online com informações do site do TJ
Interesses individuais X Interesses coletivos - Por Océlio Teixeira
Nesse sentido resolvi postar as imagens abaixo para que nós possamos fazer uma reflexão. É fácil falarmos mal da cidade, criticar a administração do município, falar mal da Igreja, dos partidos, etc. Mas o que temos feito pela nossa cidade? Não estou querendo atirar pedras em ninguém. Apenas quero contribuir para que nossa cidade fique mais bonita, mais organizada, mais humana. Assim, quero também fazer a seguinte pergunta: existe alguma lei que normatiza essa questão?
Vejam as imagens e, se possível, reflitam e contribuam com a discussão.
Obs: Os bares fotografados não foram escolhidos, apenas foram os que encontrei ao longo da minha perigrinação pela cidade. Como esses, devem existir diversos outros espalhados pelos bairros da cidade.





Fotos: Océlio Teixeira
Candeias: a mais bela das romarias
As ruas de Juazeiro do Norte novamente foram iluminadas pelas velas dos milhares de devotos de Nossa Senhora das Candeias, na mais bela das grandes romarias da cidade Rita Célia Faheina
Enviada a Juazeiro do Norte
O casal Francisco José e Maria Braz de Jesus participa da Romaria das Candeias há 32 anos. Mora na localidade de Poço Redondo, a 150 quilômetros da capital de Sergipe, Aracaju, e viaja para Juazeiro do Norte de pau-de-arara. Francisco e Maria não reclamam das 12 horas de viagem sentados em pedaços de madeira que servem como bancos. ``A gente vem cantando, rezando e nem sente as horas passando. Quando dá conta já chegamos na terra de meu Padim``, diz dona Maria, agricultora como o marido.
Os dois compareceram a todas as celebrações da festa de Nossa Senhora das Candeias, como fizeram os mais de 260 mil fiéis que estiveram na cidade durante os cinco dias de romaria (de sexta-feira, 29, até ontem). O maior número de pessoas foi do estado de Alagoas.
A procissão em homenagem a Nossa Senhora das Candeias ou da Luz chama atenção porque todos os participantes caminham com suas velas acesas. Antes de começar a caminhada, as velas são bentas pelos sacerdotes.
Os caminheiros saíram da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde está o túmulo do padre Cícero Romão Batista, e seguiram pelas ruas centrais até o pátio em frente à Basílica de Nossa Senhora das Dores, quando receberam as bênçãos dos padres e do bispo diocesano do Crato, dom Fernando Panico. ``Agora voltamos pra casa com a certeza de que fomos abençoados pela nossa Mãe das Candeias e nosso Padim Ciço e, se Deus quiser vamos nos encontrar de novo aqui no ano que vem``, despediu-se Francisco José.
Para os romeiros que seguiram viagem antes da procissão, a despedida foi ao meio-dia, na chamada ``missa do chapéu``.
``Na festa de Nossa Senhora das Candeias ou da Luz relembramos a data em que a Virgem Maria e São José se apresentaram no templo, em Jerusalém, conforme a lei judaica, 40 dias após o nascimento de Jesus. Levaram o Menino para apresentar ao sumo sacerdote e também ofereceram o sacrifício: dois pombinhos``, explicou o bispo diocesano do Crato. Ele também disse aos romeiros que eles voltavam para casa mais fortalecidos na fé e pediu que praticassem a justiça e a fraternidade.
Pés de Juazeiro
Durante a celebração do meio-dia, o padre Paulo Lemos abençoou as mudas de juazeiro doadas aos romeiros pela prefeitura do município já como um dos eventos do centenário da cidade que será comemorado em 2011. ``Estou levando para plantar no meu terreiro``, disse dona Mariana Francisca da Silva que mora em Gravatá (PE).
A prefeitura pretende doar um milhão de mudas da planta nas romarias deste ano - a árvore é o símbolo do centenário de Juazeiro do Norte que nasceu entre três pés de juá. Irmã Anette Dumoulin aconselhou os romeiros a cuidarem de seus juazeiros para que, no futuro, ``sirvam de sombra para as conversas, as orações, as celebrações dos romeiros``.
EMAIS
- No mês de julho próximo, quando se realizará a romaria de 17 a 20, lembrando a morte do padre Cícero, os fiéis vão ter uma novidade: a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.
- É a primeira vez que a imagem estará na terra do padre Cícero. Virá da Basílica de Aparecida, no Vale do Paraíba, em São Paulo.
- Na Romaria das Candeias, a novidade foram as relíquias de São João Bosco que também estiveram pela primeira vez na cidade. Chegaram na segunda-feira e permaneceram até ontem.
- Os fiéis puderam ver as relíquias no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, de administração dos padres salesianos. As relíquias (a mão e osso do braço) peregrinam por 143 países, celebrando os 150 anos da congregação religiosa.
NÚMEROS
260
MIL DEVOTOS PARTICIPARAM DA ROMARIA DAS CANDEIAS
42
MIL PESSOAS ESTIVERAM NO MEMORIAL PADRE CÍCERO EM 2009
1
MILHÃO DE MUDAS DE JUAZEIRO DEVEM SER DOADAS AOS ROMEIROS EM 2010
Fonte: Jornal O Povo
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
R$ 340 mi aplicados pelo governo no Cariri
Centro de Convenções, Ceasa, Hospital Regional do Cariri, Escolas profissionalizantes em Juazeiro e Várzea Alegre e as estradas de Caririaçu a Lavras da Mangabeira, são obras que estão em andamento, na região do Cariri, pela administração do governador Cid Gomes (PSB-Ce). De março a dezembro, todas serão entregues à comunidade. Gastando uma média de R$115 milhões por ano, nesses três anos já investiu, segundo levantamento do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), mais de R$ 340 milhões somente na Região do Cariri.
Cid acha que este “2010 será um ano em que as bases que foram plantadas pelo governo serão visíveis mais fortemente pelo cearense”. Explicou que isso se traduz na questão da economia. Juazeiro do Norte e Barbalha continuarão em expansão, além de todos os municípios que se situam ao lado da Transnordestina, os quais vislumbram muitas realizações. Será um ano de ajustes e mais superações dos problemas de modo a que todos os recordes sejam novamente quebrados. Para isto acontecer, promete fazer “das tripas coração”!
Para crescer e se desenvolver, o Governador vê como saída a busca pela industrialização, ação consorciadas com outras demandas. Ou seja, estimulando o turismo religioso, ofertando mais conforto aos romeiros que peregrinam por Juazeiro do Norte, ou os que vão a Canindé, por conta de São Francisco. Cid considera que o turismo foi o setor mais equilibrado da sua administração que representa de oito a 10 % do PIB Cearense. Pontuou ações como a Praça dos Romeiros que está mandando ampliar na Terra do ‘padim Ciço’, o centro de Convenções, o Hospital regional e os equipamentos em Fortaleza do Centro de Feiras e Eventos além do Acquário do Ceará, “que serão referências turísticas internacionais”.
Hospital Regional
Um dos destaques é o Hospital Regional do Cariri (HRC). A obra, orçada em R$ 44,2 milhões, está em pleno andamento com previsão de entrega para julho deste ano. Cerca de 1,4 milhão de habitantes das cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Icó, Iguatu e Brejo Santo serão beneficiados. O início da construção do Hospital Regional do Cariri aconteceu em março de 2009.
Educação Profissional
Em Várzea Alegre e Juazeiro do Norte as Escolas de Educação Profissional (EEEP), deverão atender um número total de 2000 alunos nos dois turnos de funcionamento de cada unidade. As duas têm previsão de conclusão para outubro deste ano, cada escola conta com 12 salas de aula, além de laboratórios de línguas, informática, Química, Biologia, Física, Matemática e biblioteca. Na unidade de Várzea Alegre, a administração estadual investiu R$ 5,3 milhões. Já para a escola de Juazeiro foram alocados recursos da ordem de R$ 6,2 milhões.
Estradas
No Cariri, mais duas rodovias estão em processo de finalização. A primeira é a estrada que liga o Crato à cidade de Barbalha, passando pelo distrito de Arajara. Com 24 quilômetros e valor calculado em R$ 4,6 milhões, a rodovia recebeu um novo recapeamento da malha asfáltica, além da implantação de sinalização horizontal. A nova CE será inaugurada em março de 2010. Outra obra importante, que irá interligar o município de Caririaçu à BR-230, nas proximidades da cidade de Lavras da Mangabeira é a Estrada Padre Cícero. A rodovia, com R$ 46 quilômetros tem previsão de inauguração para dezembro deste ano. Com a construção a rodovia passa a ter 8 metros de largura e para sua construção o aporte de recursos totalizará R$ 39 milhões.
Ceasa
A implantação da Ceasa do Cariri fica à margem da rodovia que liga o município de Barbalha a Juazeiro do Norte. No total serão 68 boxes construídos para dar vazão às atuais 75 mil toneladas de hortifrutigranjeiros comercializadas por ano no Cariri. A nova Ceasa iniciará suas atividades com uma área construída de mais de seis mil metros quadrados. O valor total para construção da Ceasa é de R$ 6,9 milhões e a previsão de conclusão da obra é dezembro de 2010.
Centro de Convenções
O Centro de Convenções do Cariri fica na divisa do Crato com Juazeiro. O empreendimento orçado em R$7,8 milhões conta com quatro auditórios e 849 lugares, cerca de 2 mil metros quadrados de área construída, espelho d’água com 900 metros e infraestrutura que permite acessibilidade para portadores de deficiência. Previsão para funcionar a partir de julho deste ano.
A Força da Fé! – por Carlos Eduardo Esmeraldo
A história que se segue, é mais uma das tantas que ficaram gravadas na minha memória. Eu a li há cerca de oito anos numa revistinha portuguesa deste novo milênio, porém escrita num estilo e grafia que, para nós brasileiros, eram parecidos com o que se escrevia por aqui cem anos atrás. Entretanto, ela nos revela a firmeza de caráter e a força do homem que tudo confia na providencia divina. E deste modo, encontra alento para superar os acontecimentos negativos que a vida nos reserva.Há muitos e muitos anos, havia num certo país, um rei despótico que tinha um secretário muito temente a Deus. Para todo e qualquer acontecimento bom ou mal que sucedesse a esse secretário, ele sempre dizia:
– Se Deus permitiu isso, é porque foi para o meu bem!
O Rei já não agüentava esse seu secretário repetir essa cantilena o tempo todo, com tudo que acontecesse não somente a ele, mas aos outros também.
Num lindo dia de verão, o rei e seus serviçais, incluindo o seu fiel secretário, foram a uma caçada. No meio da mata, surge de repente, um leão feroz que atacou o rei num local onde ele ficara sozinho. Quando os guardas ouviram o barulho, correram para salvar seu soberano, mas o leão já havia decepado um dos dedos da mão do rei.
O soberano ficou muito triste e revoltado com o que lhe sucedera. Blasfemava a todo instante por ter perdido um dedo. Do mais alto do seu orgulho, não aceitava reinar mutilado, como havia ficado. Então o seu bondoso secretário, desejando reanimá-lo, lhe disse:
– Senhor rei, se Deus permitiu isso é porque foi para o vosso bem!
O rei ficou muito indignado com esse seu servo e ordenou aos guardas que o colocassem na masmorra. E lá foi o leal secretário amargar resignado toda a humilhação que uma prisão reserva para qualquer ser humano.
Algum tempo depois, o rei que era viciado em caçadas e aventuras foi com um séquito de guardas a uma expedição numa região inexplorada. Como tinha por hábito afastar-se dos que lhe seguiam, caiu numa armadilha montada por canibais selvagens.
A tribo toda foi reunida para o ritual do sacrifício a que seria submetido aquele forasteiro, que se tornaria alimento, após a cerimônia. De nada valeu ele implorar que o soltassem, pois era um rei muito rico e poderoso. A tribo queria em poucos instantes deliciar-se com aquele manjar que os deuses mandaram de presente. O rei foi colocado num caldeirão de água, sobre quatro grandes pedras a lhe servirem de trempes. O fogo foi aceso e a água já amornada, iniciava a soltar pequenas bolhas. Homens e mulheres daquela tribo dançavam com grande euforia em volta do caldeirão, enquanto aguardavam o momento preciso da carne daquela vítima ficar pronta para o grande banquete. De repente o chefe da tribo ordenou:
– Parem o ritual! Este homem não pode ser sacrificado, pois está incompleto. Falta-lhe um dedo.
E assim o rei foi posto em liberdade, escapando por pouco de ser devorado.
Ao retornar ao seu palácio, o rei mandou trazer à sua presença, aquele secretário que mandara prender. Diante do servo, pediu-lhe mil desculpas. O secretário humildemente respondeu:
– Senhor rei, se Deus permitiu que eu ficasse preso foi para o meu bem!
Ao escutar essas palavras, o rei com muita surpresa, perguntou:
– Como ousas dizer isso? Fui muito injusto com você, um amigo de verdade, e você não ficou revoltado pelo que lhe fiz?
– Se Vossa Majestade não me tivesse mandado para a prisão, eu estaria ao lado do meu Senhor naquela caçada e, os canibais ao notar que eu estava inteiro, iriam me sacrificar, colocando-me no caldeirão de água fervendo para saborearem minha carne.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Carnaval da Saudade do Crato Tênis Clube

Uma das mais tradicionais festas carnavalescas do interior cearense, o Carnaval da Saudade do Crato Tênis Clube consolida-se nessa sua 5ª edição como o evento mais esperado do ano. É através do Carnaval da Saudade que buscamos o resgate das antigas marchinhas, frevos e sambas dos carnavais que marcaram época e o "clube do pimenta" fica lotado de pessoas alegres e com muita energia, indo a festa terminar em um cortejo até a Praça Siqueira Campos,por volta das 6 da manhã.
Esse ano o tema da festa é a ecologia, porque preservar a nossa querida Chapada do Araripe é obrigação de cada um de nós.
Venda de mesas e ingressos avulsos.
Informações: (88) 3523.3793 ou 8816.3062
Cidade da cultura, Papai Noel, Velho do Saco e outras lendas. (Parte 2)
A cultura, como foi muito bem lembrado pelo professor Zé Nilton nos comentários do post do Dihelson, não pode ser resumida apenas pela arte, pela classe artística e tampouco pela simples elaboração de “eventos culturais”. O diagnóstico do problema tem sido repetitivamente errado ao longo de anos, e assim continuará sendo pelo único e simples motivo: Não há como elaborar algo por alguém se esse alguém não o conhece, ou, por vezes, na melhor das hipóteses, tem apenas uma leve impressão do que seja. É notório que a classe artística do Crato assim como em outras cidades rogam dia e noite por espaços, projetos que envolvam a possibilidade de mostrarem seu trabalho para sociedade, editais, planejamento etc. O que curiosamente acontece é que a cultura em seu termo mais específico não pode em hipótese alguma a ser considerada apenas a partir de eventos isolados, mesmo que ocorram o ano todo, com um calendário cultural. A cultura em si está em nosso dia a dia e a construção dela não parte apenas da premissa de cultuar a eventos, mas, sobretudo, de identificar as características seu povo e de fazer com que a mesma tome seu curso, respeitando suas tradições assim como percebendo suas modificações e sua dinâmica. A cultura que a cidade do Crato tanto orgulha-se de ter é certamente um grande arcabouço artístico que está diariamente sendo negligenciado. Eu mesmo na posição de secretário de cultura teria que ter um planejamento específico para a classe artística, pois, como fazer chegar a população nomes como Abidoral, Dihelson, Cleivan, Edelson Diniz, Manel, Herbeno Tavares, Guto, Sinhá D”amora, Vicente Leite, Padre Ágio, Divane Cabral entre tantos outros? Como fazer como que não só as novas gerações entrem em contato com obra de tantas pessoas que foram prejudicadas além de dar suporte para que essa própria nova geração tenha meios de desenvolver-se? Essas questões que nem de longe foram resolvidas e são apenas uma das tantas, pois a cultura estende-se por outras áreas ou achamos que o nível cultural da pretensa elite do Crato não é algo preocupante? Ou achamos que o nível de estudo de habitantes de áreas totalmente segregadas como Batateiras, Vila Lobo, Alto da Penha, Seminário não é de nossa responsabilidade? Ou o nível em que se desenvolve as aulas nas nossas universidades? A cultura em lugar nenhum do mundo foi feita apenas pela arte, mas, curiosamente no Crato estão querendo fazê-la como tal. E assim como dois mais dois não são cinco, artistas mais artistas não representam uma cultura por inteiro. A negação de toda produção cultural desenvolvida no ocidente ao longo da história seja nas artes ou nas ciências é uma conseqüência grave ao seio de qualquer população. A escolha aleatória de alguns elementos que compõem essa história é o que vemos mais comumente, deixando assim brechas enormes na formação cultural e intelectual do povo, provocando manchas em nossa cultura que vão desde o preconceito, racismo, ignorância, desinteresse por qualquer causa que não seja a própria, desvalorização do próximo, desvalorização da arte, até a desvalorização de tudo que não esteja imediatamente ligado ao ganho, ao dinheiro, ao lucro. Essas características é o que mais facilmente estão relacionadas a nossa verdadeira cultura, ao que realmente está na mente e nas atitudes do povo cratense. O que se quer diariamente no Crato a respeito de sua própria cultura é tirar leite de pedra. Não há como trabalhar qualquer problemática da cultura de um povo sem que a base educacional deste mesmo povo esteja intrínseca no projeto cultural.Algumas reflexões básicas que se deveria ter em qualquer projeto cultural são questões do tipo: Quem e o que se ensina em nossas escolas? Qual a visão de mundo que nossa juventude tem desenvolvido, ou melhor, qual o nível das pessoas que educa a população do Crato? Sabemos que não há literalmente diferença alguma entre a classe elitizada e a mais humilde da cidade, uma vez quem ambas estão num fosso cultural jamais visto ao longo da história. Curiosamente estamos em um período histórico que mais temos facilidade por adquirir cultura é a época de maior regressão cultural da história do país. A nossa, como a cultura de todo o restante do país está em desenvolver sua trajetória de vida baseada no sucesso econômico e financeiro, ignorando tudo o que seja necessário para formar a alma e a personalidade de um verdadeiro cidadão como ser humano, cidadão do mundo, desprendido das amarras e preconceitos que o circundam. A “elite” da cidade daqui, por sua vez, está preocupada em ser elite por mais cem anos, em sustentar-se como tal, e não em aprender o que quer que seja. A classe mais humilde tem os mesmos objetivos da elite, embora, por falta de “educação” (educação aqui entendida simplesmente por meios técnicos e/ou funcionais para adquirir-se um emprego) tem as mesmas finalidades, mudando apenas um ou outro detalhe.
Sendo o número de falhas tão abundantes o trabalho desenvolvido certamente não logrará êxito. O argumento pueril e falho de que a classe artística (como se essa fosse a única interessada na cultura de uma cidade) não compareceu a tal reunião ser motivo para cessar seu direito de argumentação é no mínimo contraditório, uma vez que eu mesmo já compareci a outras reuniões desta mesma secretaria onde se desenvolveria um tal plano de ações, onde toda a “classe artística” esteve presente, onde foram cadastrado seus devidos dados e áreas atuam e simplesmente NADA foi feito. O que dizer disso? Não há o que argumentar quando os inúmeros fatos sufocam as argumentações pífias e surreais. O que é urgente é a necessidade de perceber que a cultura do PAÍS está em estado convalescente enquanto os seus devidos responsáveis acham que isso tudo não passa de uma gripe! Quem dera!
Quando os senhores responsáveis pela cultura de nossa cidade unirem-se com os diretores de escola, reitores, coordenadores responsáveis pelos mais diversos cursos universitários, assim como representantes dos bairros, do comércio e das mais diversas categorias de nossa sociedade e traçarem um plano em que esteja desde a formação cultural de seu povo, empenhando-se aí em resgatar e adquirir o que há de mais rico na cultura do mundo, passando das artes a ciência, da filosofia a política, até o reconhecimento de sua própria identidade, de seus talentos e das características de seu povo, aí talvez comecemos a fertilizar o óvulo. O que dizer da classe culta do Crato que não sabe nada da vasta obra de um Dr. Borges por exemplo, apenas para citar um de tantos nomes que agigantam nossa cultura? O que dizer da classe acadêmica local que ignora um dos maiores filósofos do mundo que é o brasileiro Mário Ferreira dos Santos, e continua a tentar resolver problemas que já foram resolvidos por ele a mais de cinqüenta anos? O que dizer dos “formadores de opinião” de nossa região que desconhecem totalmente o que se passa na geopolítica da América latina? O que dizer do total desconhecimento das bases do pensamento filosófico desenvolvido por grandes nomes do século vinte que é totalmente impossível de se ver em nossas universidades? O que dizer das “melhores escolas” do cariri onde quase que nenhum aluno saberia dizer a diferença gigantesca entre um Michelangelo e um Pollock?
Quando pelo menos uma das questões acima for resolvida e os responsáveis pela cultura perceberem que a cultura não é feita apenas de pífanos, meninas com saias gigantes posando de intelectuais dançando ao som de bandas cabaçais e reisados calçadas com sandálias de couro (que é um atestado de intelectualidade, mesmo que o dono da vestimenta nunca tenha produzido nada na vida), aí talvez possamos, mas ainda com muito cuidado, muito precavidamente, sem ostentação alguma, sem querer envaidecer-se como “Cidade da Cultura”, dizer que estamos fazendo o mínimo. Daqui para este dia de sonho ainda existem longos anos de estudo e meditação em nossa sociedade. Por hora, ainda estamos na mais completa selvageria como uma horda de cães famintos a caça de comida em um bosque escuro, mas portando-se vaidosamente como águias.
Antonio Sávio Nunes de Queiroz
Quatro distritos podem virar cidades
Thiago Paiva
Especial para O POVO
Representantes de quatro municípios do Interior do Estado protocolaram ontem, na Assembleia Legislativa, pedidos de emancipação de distritos. São eles: Mundaú, no município de Trairi; Pecém, no município de São Gonçlo do Amarante; José de Alencar, em Iguatu, e Várzea dos Espinhos, em Guaraciaba do Norte.
As lideranças entregaram dados que retratam o perfil básico do distrito, um requerimento pedindo a elevação da localidade e um mapa do novo município, além de um abaixo-assinado.
Respaldados na lei complementar 84, de autoria do presidente da Casa, Domingos Filho (PMDB), os pedidos serão submetidos a várias etapas de análise. A primeira delas será feita pela Mesa Diretora. Depois, serão entregues a institutos contratados pela Assembleia, que farão os chamados estudos de viabilidade. Na fase final, é prevista uma consulta popular no respectivo município.
Entre os critérios para emancipação dos distritos estão uma população superior a oito mil habitantes, eleitorado superior a 40% de sua população, um centro urbano constituído, com número de prédios, comerciais e públicos superior a 400, além da existência de equipamentos sociais de infraestrutura compatíveis com as necessidades básicas da população.
Os últimos municípios emancipados no Estado do Ceará foram: Jijoca de Jericoacoara, Itaitinga e Choró, todos em 1992.
Fonte: O Povo
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Atividade de repentista é reconhecida como profissão
Números que, de acordo com a obra Lyra Popular, assinada pelo jornalista Gilmar de Carvalho, são configurados pela existência da Tipografia São Francisco, rebatizada de Lira Nordestina, que chegou a imprimir diariamente cerca de 12 mil folhetos. Outra fomentação foi provocada pelo jornal O Rebate, que tinha uma seção exclusiva para a publicação de versos. Essa cultura também esteve atrelada ao turismo religioso de Juazeiro. Foi através dos cantadores que a história do milagre do Padre Cícero foi disseminada. Assim, há uma ligação direta entre as primeiras romarias e a cultura popular, o que torna mais necessária a conquista da associação e academia para a cidade.
Conheça a trajetória
Esquecendo um pouco a regulamentação, pense nos castelos da Europa Medieval. Neles, os reis assistiam à histórias contadas por menestréis sobre doces princesas, reis malvados e guerreiros valentes. No nordeste brasileiro, os fazendeiros e senhores de engenho eram os reis, os menestréis os repentistas, as princesas eram as sinhás e os guerreiros, claro, os vaqueiros. Outra face, pouco mais recente, dessa cultura, é o jornalismo. Importantes acontecimentos do Cariri eram divulgados por contadores e folhetos, até que eles perderam força para o jornal. Conforme o pesquisador Diégues Júnior, o nordeste foi território fértil devido às suas condições sociais e culturais únicas, como manifestações messiânicas e desequilíbrios socioeconômicos. Diégues reconhece, ainda, a importância do vigor dessa lei porque é um trabalho e esforço intenso nesse gênero artístico que exige métricas, rimas e ritmos bem definidos.
Fonte: Jornal do Cariri
Rosemberg Cariry: Uma trajetória em defesa da arte libertária
Quem é Rosemberg Cariry?
É sempre difícil um homem definir quem ele mesmo é. Parece absurdo, mas o tempo é quem define o homem. Sócrates, segundo Platão, inspira toda a sua filosofia na inscrição da entrada do templo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo. Mas que homem pode, em essência, compreender-se diante do absurdo da condição humana e da dupla natureza humana: animal/espiritual, liberdade/contingência cósmica, transitoriedade/impulso de eternidade? O homem não é Deus e inventa-se em sua rebelião contra Deus ou no seu reencontro com o Deus que o põe à prova (ver o Livro de Jó). O homem é em relação ao espaço e ao tempo em que vive, em mutação, em transformação. O homem é um animal em construção. Acho que a morte, em alguns casos, dá a aparente completude e medida do homem. Mesmo assim, resta o mistério... Digo isto, para justificar, neste momento, a minha dificuldade em me definir...
Quando tiveram início seus trabalhos artísticos?
No final da década de 1960, quando organizei os primeiros espetáculos reunindo jovens e velhos mestres da cultura popular. Desde esse tempo, nasceu em mim essa vocação para reunir o “velho” e o “jovem”, o “popular” e o “erudito”, o “regional” e o “universal”, dualidades aparentes mas que se completam. Toda contradição é aparente. O regional contém o universal, o popular contém o erudito, e o jovem contém o velho, assim como a manhã contém a noite, e a noite, por sua vez, contém o dia. Tive envolvimentos com dois movimentos culturais importantes do Cariri. Um deles foi o “Grupo de Artes Por Exemplo”.
Fale-nos sobre o Grupo de Artes Por Exemplo.
Em 1973, no Crato, no Cariri cearense, surgiria o Grupo de Artes Por Exemplo, que reunia jovens da pequena classe urbana local e artistas populares em torno de diversas atividades artísticas e culturais. Publicava-se uma revista mimeografada chamada Por Exemplo. Rodavam-se os primeiros filmes Super-8 documentários e de ficção. Faziam-se performances artísticas, happenings, shows musicais, encenações teatrais, ao mesmo tempo em que era promovido um substancioso intercâmbio entre a região do Cariri e capitais dos Estados Nordestinos, notadamente com as cidades de Recife e Fortaleza. Esse grupo eclético, no qual me incluo, reunia nomes como Bil Soares, Hugo Linard, Jackson Bantin, Walderedo Gonçalves, Múcio Duarte, Pedro Ernesto, José Roberto França, Abdoral Jamacaru, Emérson Monteiro, Jefferson de Albuquerque Jr., Luiz Carlos Salatiel, Pachelly Jamacaru, Vera Lúcia Maia, Luiz Karimai, Ivan Alencar, Cleivan Paiva, Bá Freyre, Zé Nilton, José Wilton (Dedê), Stênio Diniz, José Bezerra (Deca), Valmir Paiva, Geraldo Urano, Socorro Sidrin e Célia Teles, entre outros. A principal marca do Grupo de Artes Por Exemplo era a diversidade das tendências, que se identificavam no objetivo de projetar a cultura do Cariri cearense para o País. Patativa do Assaré participava ativamente dos happenings, espetáculos e recitais do grupo. Fazíamos o Salão de Outubro...
O Salão de Outubro foi muito importante para a cultura do Cariri?
O Salão de Outubro, realizado pelo Grupo de Arte Por Exemplo, a partir de 1974, firmou-se, como um espaço privilegiado de reunião das vanguardas artísticas e das manifestações ditas populares, congregando poetas, artistas plásticos, escritores, cantores, compositores e cineastas em torno da ideia de promover mostras de trabalhos e espetáculos, bem como exercitar o intercâmbio com outros centros artísticos. A proposta do grupo, que se reunia em torno do I Salão de Outubro, era a representação da arte por meio do encontro com os materiais e os elementos da cultura local, buscando, ao mesmo tempo, o cruzamento da tradição com as vanguardas artísticas. Esse ideário transformou o evento num grande sucesso. Havia uma forte influência da contracultura norte-americana, do rescaldo cultural da década de 60, do underground, dos movimentos de contestação, do teatro de Augusto Boal, do Grupo Oficina, do teatro do absurdo de Qorpo Santo, das leituras dos movimentos de vanguarda pós-revolucionários soviéticos, da revista Rolling Stones, dos movimentos de contracultura norte-americanos e europeus – tudo isso junto com cegos cantadores, reisados de mestre Aldenir e do Meste Dedê de Luna, coco do Mestre Carnaúba, poemas de Patativa, Cine Clube da Fundação Padre Ibiapina e programas radiofônicos de Elói Teles. Patativa do Assaré, Cego Oliveira, Zé Gato, Banda de Pífanos dos Irmãos Aniceto, Azuleika, João de Cristo Rei, Mestre Tico, Correinha, Severino Batista do Berimbau de Lata, Mestre Nino, Zé Ferreira, Ciça do Barro Cru, Cícera Fonseca, Mestre Noza, Chico Mariano do Mamulengo, Mestre Bigode, Zé Oliveira, Pedro Bandeira, Cego Heleno e outros artistas populares tomavam parte ativamente dos eventos artísticos, sendo convidados para participações especiais em performances, happenings, recitais e shows.
Junto com Deca e Geraldo Urano, fizemos peças de teatro experimentais, happenings, recitais, apresentações bem vanguardistas no Festival da Canção. Agitávamos o Cariri. Para o Salão de Outubro, de Fortaleza, chegavam nomes como Caio Silvio, Graccho Sílvio, Ana Maria Roland, Ferreirinha, Ângela Linhares, durante a realização do Salão. Na geléia geral brasileira, misturava-se tradição e vanguarda, regional e universal, popular e erudito, como é o caso da Escola de Música do Padre Ágio e a orquestra do Belmonte. O grupo mantinha ainda intercâmbio com os artistas caririenses do êxodo. Em São Paulo, Hermano Penna já conquistara importantes prêmios com seus filmes, e Jefferson de Albuquerque Jr. se profissionalizara no cinema. Tiago Araripe compunha com Tom Zé, fazia parceria com os concretistas Irmãos Campos e participava de um grupo de pop-rock brasileiro chamado Papa Poluição, que tinha, em sua formação, músicos cearenses e baianos, todos radicados em São Paulo. Tiago Araripe ligou-se, posteriormente, com o pessoal da Lira Paulistana.
Uma época de grande efervescência...
Sim, um período de grande efervescência e de vivências intensas. Se Fagner, Ednardo, Belchior, Rodger, Téti, Amelinha, Fausto Nilo e Brandão faziam sucesso e exerciam grande influência sobre os jovens músicos e compositores do Cariri, não menos sucesso e influência exerciam Zé Ramalho, Alceu Valença, Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial, Gil, Caetano, Tom Zé e outros compositores e grupos da cena nordestina contemporânea, além de todo um clima de busca de integração latino-americana por meio das músicas de Violeta Parra, Atahualpa Yupanqui, Victor Jara e Mercedes Sosa. O Jefferson de Albuquerque Jr. chegara do Chile e trazia todas essas novidades. O jornal Versus, com artes e culturas da afro-latino-américa era uma grande referência literária e jornalística. De Minas, chegavam os ecos profundos do Clube da Esquina. Além do mais, o Festival da Canção do Cariri era o grande acontecimento musical da região e revelaria toda uma geração de jovens compositores.
E o Nação Cariri, que rompeu as fronteiras da região?
No início de 1979, em período de férias, reuniram-se, no Crato, vários artistas aí radicados com artistas e produtores culturais que moravam em outras regiões do País. O motivo da reunião era criar um movimento mais amplo de arte e cultura e um jornal que tivesse uma ampla circulação e fosse um elo entre a cultura popular tradicional e jovens artistas contemporâneos antenados com outras influências. Procurou-se um nome para ele, e surgiu Nação Cariri, em homenagem aos índios Cariris e à luta que travaram contra os colonizadores, na chamada Confederação dos Cariris. O grupo inicial foi praticamente o mesmo que fazia o movimento Por Exemplo, no qual eu estava inserido, tendo sido um dos seus fundadores, ao lado de Jackson Bantin, José Wilton (Dedê), Cleivan Paiva, Teta Maia, José Roberto França, Emérson Monteiro, Geraldo Urano, Pachelly Jamacaru, Zé Nilton, Luiz Carlos Salatiel, Stênio Diniz, Jefferson de Albuquerque Jr., Valmir Paiva, Luiz Karimai e Decas, entre outros.
O movimento teve, logo em seguida, a colaboração de artistas que moravam em São Paulo (Tiago Araripe, Hermano Penna, Francisco Assis do S. Lima); em Recife (Ronaldo Brito) e em Fortaleza (Oswald Barroso, Firmino Holanda, Marta Campos, Itamar do Mar e Carlos Emílio Correa, entre outros). A estes nomes, foram acrescidas dezenas de outros, durante a segunda fase do jornal; entre eles, citamos: Floriano Martins, Natalício Barroso Filho, o livreiro Gabriel José da Costa, Fernando Néri, Rejane Reinaldo, Joana Borges, Fátima Magalhães, Juarez Carvalho, Pingo de Fortaleza, Ronaldo Cavalcante, Diogo Fontenelle, Nilse Costa e Silva, Ronaldo Lopes, Alan Kardec e Luciano Maia. Patativa do Assaré era o mestre, aquele que consagramos como poeta maior. Editamos um jornal muito legal, com poemas, artigos, desenhos, ensaios...
E o jornal conseguia circular?
Desde os seus primeiros números, o jornal foi distribuído em várias cidades do interior cearense e em algumas capitais brasileiras, por meio de seus correspondentes, chegando assim a circular em universidades, grupos literários, bancas de revistas, livrarias, sindicatos etc. Contudo, o maior impacto do jornal, com ampla divulgação na imprensa e nos meios intelectuais, foi em Fortaleza, cidade onde o Nação Cariri faria sua história. O ano de 1979 foi um período de grande atividade para aquele movimento. Foi quando, na qualidade de um dos coordenadores do movimento, tomei parte das reuniões preparatórias do Massafeira Livre e sugeri a participação dos jovens artistas e dos artistas populares do Cariri. Como saberíamos depois, o Massafeira Livre iria ter grande importância na carreira e no reconhecimento de alguns desses artistas e servir também de balão de ensaio para o show Canto Cariri, ao qual já fiz referência, quando tratei do Grupo Siriará.
O Nação Cariri deixou de ser apenas do Cariri?
O campo de atuação do jornal foi crescendo cada vez mais e recebeu, inclusive, um efetivo apoio do livreiro Gabriel José da Costa. O Nação Cariri não se conteve em ser apenas um jornal e se transformou em um movimento amplo, independente e combativo, tendo sido capaz de deixar duradouros marcos na cultura e nas artes do Ceará. O Nação Cariri atuou nas áreas de música (promoção de shows, editoria de discos), teatro (peças em sindicatos, bairros e campanhas políticas progressistas), literatura (publicações e recitais públicos), artes plásticas (ilustrações de livros e exposições) e cinema (realização de curtas-metragens sobre cultura popular). A atriz e produtora cultural Teta Maia dá também o seu testemunho: “Foi a partir dessa experiência que os poetas do Nação Cariri retomaram a oralidade dos poemas e realizaram inúmeros recitais em teatros, sindicatos e praças públicas”. Como editora, a Nação Cariri publicou vários livros de autores cearenses, bem como álbuns de desenho, cartazes e folhetos.
Uma das grandes preocupações do movimento, ao mesmo tempo em que dialogava com poetas de vários países e com as manifestações de vanguarda, foi a valorização crítica da cultura popular. Os artistas do povo tiveram vez e voz. Grandes mestres e artistas do povo foram divulgados, com grande repercussão. Exemplo maior dessa ação foi a decisiva participação do grande poeta popular Patativa do Assaré, que sempre fez uso das páginas do Nação Cariri e deu grandes contribuições também em recitais e shows artísticos. Artistas e grupos de artes tradicionais foram valorizados e se tornarem bastante conhecidos das novas gerações. A aproximação do Nação Cariri com os artistas populares do Ceará foi uma experiência muito rica. O encontro da tradição com a vanguarda, do popular com o erudito, do saber científico com o empírico, no calor das lutas e das conquistas de espaços simbólicos, marcou o início de uma caminhada que considero vitoriosa para as culturas populares cearenses.
Oswald Barroso foi outro artista de esquerda com grande contribuição nesse movimento, não é mesmo?
Sim, Oswald Barroso, além de dramaturgo e poeta, é também um pensador, com importante contribuição teórica. A respeito do Nação Cariri, ele afirmou: “Para além das suas buscas estéticas e suas preocupações políticas de esquerda, Nação Cariri caracterizou-se pelo relevo dado às artes e aos artistas populares, trazendo-os para o primeiro plano. Cultivava-se uma arte, que se queria de vanguarda, mas referenciada nas tradições do povo. O encontro com os artistas populares influenciou profundamente setores intelectuais da classe média, ligada ao Nação Cariri. O Nação Cariri buscava a ligação com uma literatura de combate terceiromundista. Nessa direção, publicou uma série de autores estrangeiros, latino-americanos, africanos e asiáticos, de preferência, identificados com suas propostas. (...) A presença recorrente de temas e traços estéticos da vida e da linguagem popular no cinema, no teatro, na música, na literatura e até nas artes plásticas, que hoje se faz no Ceará, não é de todo alheia à influência militante que Nação Cariri exerceu em nosso movimento cultural. O mesmo acontece com o reconhecimento do mérito (inegável, mas por tanto tempo negado) de artistas populares que são hoje orgulho de cearenses e brasileiros”. (Ceará – Uma cultura mestiça. Livro inédito).
Quais suas influências artísticas?
A minha primeira e mais importante influência foi a do meu pai, seu Zé Moura e das minhas avós: Perpétua e Mourinha. Do meu pai, foi um legado ético e de amizade; das minhas avós, o contato com o mundo encantado da cultura popular, por meio das histórias, das canções e das atividades lúdicas. No tempo em que meu pai morou no Crato, ele foi amigo de grandes mestres da cultura popular: Patativa do Assaré, Cego Heleno, Dona Ciça do Barro Cru e outros. A bodega do meu pai e o Bar Tupy, do meu avô Manoel Pereira, bem próximos da bodega de Joquinha, na rua dos Cariris, eram pontos de encontro desses e de muitos outros artistas populares. Conheci ainda Walderedo Gonçalves, mestre Aldenir, Zé Gato Azuleica, os Anicetos antigos, Mestre Noza, Cizin, Cícera Lira, entre tantos outros. Patativa indicou-me a leitura dos primeiros poetas clássicos. Seu Elói já era famoso, e o programa “Coisas do Meu Sertão” era assistido por todos, dos velhos às crianças. Depois entrei nos Seminário São Francisco de Juazeiro e no Sagrada Família, de Crato, onde tive contato com toda uma literatura clássica europeia. Pude assim perceber que muitas dessas influências eruditas e clássicas encontravam-se ainda vivas em muitas das manifestações populares dos grandes mestres.
Como você vê a relação entre arte e política?
Toda arte é política, mesmo quando o artista pretende realizar “arte pela arte”, se partimos da compreensão aristotélica de que o homem é um ser político, vive em sociedade preservando e transformando essa sociedade, em permanente conflito. No entanto, a arte não pode ser enquadrada em ditames burocráticos partidários e ideologias que sufocam a liberdade. As tentativas históricas de acorrentar a arte em padrões burocráticos e sistemas ideológicos fechados, seja por qual ideologia for, sempre se mostraram desastrosas. Eu aprendi a ver a arte ligada à insubmissão, à liberdade.
Você também é poeta. O que a poesia representa para você?
Poesia é sempre a possibilidade da renovação, não apenas da linguagem, mas também do sentido da vida. Em épocas de crise, poetas-samurais podem até ver alguma poesia no brilho das espadas ou no fogo dos canhões e confundirem este brilho fugaz com o brilho da eternidade. No entanto, este brilho aparente é treva. A poesia pode falar da luta libertária, mas ela não é luta, é apenas o sonho de liberdade. A poesia pode ser filha do conflito, mas não se subjuga ao conflito. Hoje, já na meia idade, é que vim compreender isto. Enquanto vida, a poesia é maior do que as guerras e que as revoluções, pois almeja a paz e só se realiza no mais profundo humanismo, de forma radical, tendo o homem como raiz do homem. Mesmo quando ela é sagrada e fala de Deus, é do homem que ela fala; do homem e dos seus sentimentos, do homem e da sua fragilidade, do homem e da sua busca irrealizada de absoluto. Quando o instinto da morte triunfa, a poesia se faz ainda mais necessária. Adorno afirmou, certa vez, que não era possível fazer poesia depois de Auschwitz. Talvez o certo seja afirmar que, depois de Auschwitz, a única coisa que ainda pode salvar o homem é a poesia. Quando eu penso em poesia, no Cariri, eu penso em Patativa do Assaré e Geraldo Urano, dois grandes poetas, de estilos e visões do mundo completamente diferentes, e, no entanto, necessários e vitais. O Cariri seria mais pobre sem esses dois grandes poetas. Patativa do Assaré já morreu e foi reconhecido em vida e também na posteridade. O Geraldo continua vivo e ainda desconhecido. Quero um dia dedicar um ensaio à poesia de Geraldo Urano.
A sua estética cinematográfica busca uma contextualização histórica e apresenta um discurso engajado. A estética de Glauber Rocha e Bertolt Brecht está contida na sua produção?
Sim, pode ser compreendida como um discurso engajado, no sentido de que, embora buscando um discurso universal, não me desligo dos processos históricos e culturais nos quais estou inserido, o que provoca novas possibilidades de reflexões sobre esses mesmos processos históricos e culturais. As contribuições marcantes de Glauber e Bertolt Brecht estão presentes nas minhas obras, mas não mais do que cineastas como Paradjanov e Pasolini, ou de mestres como Patativa do Assaré , Mestre Aldenir e Mestre João Aniceto e Ariano Suassuna, para ficarmos apenas em alguns poucos exemplos, entre os muitos. Não parti apenas do discurso neo-barroco glauberiano ou do teatro épico de Brecht, descobri outras formas do barroco, do épico, do figural, do poético, do sagrado, do rebelde, nas próprias manifestações das culturas populares nordestinas, que são herdeiras das grandes correntes culturais ibéricas, mediterrâneas e magrebinas. Ainda estou buscando caminho. Talvez por isso, eu goste muito do filme Siri-Ará, enquanto busca de construção narrativa e estética. Neste filme eu trabalhei, ao lado de atores profissionais, com o reisado do mestre Aldenir Callou e com a Banda de Pífanos dos Irmãos Aniceto.
A diversidade cultural das manifestações populares é recorrente nas suas obras. Qual a importância da “cultura do povo” (termo utilizado pela filósofa Marilena Chauí para reformular o conceito de cultura popular) para afirmação da identidade nacional?
Uma identidade nacional não é algo definido, é algo em construção. O que é o povo brasileiro? Para Darcy Ribeiro, que vê o Brasil como uma Roma tardia, é resultante do “encontro de todas as taras e talentos da humanidade”. Para mim, o povo brasileiro é esse imenso caldeirão étnico e cultural, onde a humanidade se reinventa com a contribuição de mil povos, de mil raças e de mil culturas. Quando falamos em cultura do povo, no Brasil, estamos falando de culturas dos povos, sejam povos autóctones ou povos transplantados que trouxeram também suas influências e mestiçagens. Quando se fala em povo brasileiro, estamos falando nessa herança de toda a humanidade. Quando estamos falando em regional, com certeza, queremos dizer universal. É preciso pensar o que chamamos de “cultura do povo”, de forma mais ampla e mais generosa, sem as peias do regionalismo ou do nacionalismo fechado.
Quando você foi Secretário da Cultura no Crato desenvolveu um projeto audacioso de intersetorialidade no bairro Alto da Penha, que foi denominada de Projeto Rabo da Gata, o qual envolveu implantação de videoteca, biblioteca, realização de cursos e até saneamento básico, entre outras ações. Qual a importância da intersetorialidade nas políticas públicas para a cultura?
Em 1996, eu estava na França, quando fui convidado pelo Dr. Raimundo Bezerra para ser Secretário de Cultura do Crato. Abandonei alguns projetos importantes e vim para o Crato. Na época, a Violeta Arraes era Reitora da Urca. Vim porque um sentimento mais profundo me chamou e eu acreditava que poderia dar alguma contribuição para o desenvolvimento da cultura local. Fizemos o possível, dentro das possibilidades reais, lutando contra visões bem conservadoras. Mesmo assim, ainda conseguimos realizar um bocado de coisas, e mesmo as coisas que não foram realizadas no Crato terminaram por fecundar e ser gestadas no Estado do Ceará em outros Estados. Alguns projetos, como o dos Mestres e Guardiões dos Saberes Populares, que lançamos no Crato, com a grande contribuição de Cacá Araújo e Elói Teles de Moraes, em 1976, vieram depois a se tornar política pública federal. Entre alguns projetos que foram postos em prática ou elaborados naquele momento, cito: o I Encontro das Culturas Populares do Nordeste e os projetos do Parque Histórico do Caldeirão, da Universidade de Saberes Populares e Contemporâneos (Escola de Saberes), Festival de Cultura dos Povos (transformado posteriormente em Encontro de Mestres do Mundo), do Centro Cultural da RFFSA, do Crato, do Corredor Cultural do Crato (que previa o estabelecimento de escolas de teatro, de dança, de cinema, de artes plásticas, oficinas de literatura, entre outras, deste o sítio Lameiro, onde está situada a Escola do padre Ágio, passando pelo bairro do Pimenta, pela URCA, Parque de Exposição, pelo Rabo da Gata - derivando para a Praça da Sé, pela Estação Ferroviária, seguindo a ferrovia com ocupação dos espaços com quiosques culturais, passando pela Faculdade de Direito, até chegar ao Pau do Guarda), da Associação dos Curumins do Sertão (terminou acontecendo em Farias Brito), da Fundação Cego Aderaldo (depois intitulada Mestre Elói) e da Revitalização do Bairro Rabo da Gata (Crato), entre outros. O projeto da Estação chegou a ser realizado, e a revitalização da Quadra também. Não sei como ficou o Cine Estação Moderno, que já tinha sido começado e para cuja conclusão conseguimos mais recursos, na época.
E as festas populares?
Lembro-me também do Grande encontro da malhação do Judas, da Coroação de Nossa Senhora, na igreja matriz, com centenas de anjos e a orquestra do Padre Ágio. Um espetáculo de significado profundo (que toma o religioso sob o signo do feminino), o Projeto de Revitalização do Bairro Batateiras (Parque Ecológico da Nascente) etc. Tentamos ainda fazer grandes festas ligadas a Nossa Senhora do Belo Amor, à Confederação do Equador e à memória de Dona Bárbara. Não conseguimos tudo, mas os projetos foram feitos. Queríamos colocar o Crato novamente no grande circuito cultural do Nordeste. Em tudo que fazíamos, havia essa integração entre cultura, educação, saúde, bem estar social, cidadania etc. Não praticávamos um conceito fechado do exercício cultural. Cultura, para nós, tinha um conceito bem amplo e participativo, intersetorial. Era um projeto que estava ligado às lutas pelas transformações sociais. Tínhamos uma turma boa: o Cacá Araújo, a Dane de Jade, o Carlos Rafael, Alemberg Quindim, Cleivan Paiva, o Bola e tantos outros. Não custava sonhar, e nós sonhávamos. Essa experiência durou apenas um ano. Dr. Raimundo Bezerra, o prefeito do Crato, que morreria algum tempo depois, também era um sonhador, um homem culto que lutara contra a ditadura e que conhecia o mundo. O Crato deve uma homenagem a esse grande homem.
Você tem uma forte ligação com o movimento de esquerda, tendo inclusive sido militante do PCdoB. Isso contribuiu para a forma do seu pensar e fazer artístico?
Sim, fui militante político do PCdoB, no final da década de 1970, até meados da década de 1980 e foi um período muito importante da minha vida, pela participação nas lutas coletivas e pelos companheiros que conheci. Do partido, ampliamos os nossos campos de leitura sobre filosofia, sobre história, sobre cultura e sobre arte. Aproximamo-nos ainda mais das artes russas do período pós-revolucionário, das leituras e de Brecht etc. No entanto, jamais consegui engolir o conceito de “realismo socialista”, que deveria ser imposto a todos os povos do mundo, passando por cima das diversidades culturais dos povos. Zadnov sempre me pareceu um burocrata medíocre e fez um enorme mal às artes dos artistas socialistas de todo o mundo. Essa visão burocrática e reducionista afastou das lutas socialistas alguns dos mais importantes artistas do mundo e, subsequentemente do Brasil, da militância socialista. A arte não pode ser presa em formas burocráticas. Panfletária, romântica, dadaísta, surrealista, barroca, futurista, popular, erudita, não importa, a arte deve ser libertária.
Qual a contribuição do marxismo para a compreensão da arte e da cultura?
O marxismo contribui de forma marcante com o pensamento crítico das culturas e das artes no século XX. Podíamos mesmo dizer que foi influência dominante nas universidades e nos grupos intelectuais de todo o mundo. O que não era marxismo, muitas vezes, eram respostas ao marxismo. Georg Lukács (1885-1971), Antonio Gramsci (1891-1937) e Theodor Adorno (1903-1969) são nomes importantes, mas a eles somam-se centenas de outros. Marx, Engels, Lenin e Trosky também têm importantes reflexões sobre a cultura e as artes. Se fôssemos citar os artistas que fizeram uma arte ligada aos princípios da filosofia marxista, teríamos uma enorme quantidade de nomes que perpassam todos os movimentos culturais e artísticos do século.
Como vê você a circulação da produção cinematográfica brasileira?
A circulação, ou seja, a distribuição e exibição são os grandes problemas do cinema brasileiro. Muitas vezes, 2/3 das quase duas mil salas de cinema no Brasil são ocupados por um único produto norte-americano, os chamados blockbuster. As majors, as empresas transnacionais que detêm a hegemonia do mercado internacional, determinam a ocupação desses espaços. Por outro lado, as salas estão concentradas nos shoppings centers e constituem um espaço de lazer da classe média dos grandes centros urbanos. O cinema popular no Brasil foi destruído, não existem mais cinemas populares nos bairros das grandes metrópoles e nas cidades de médio e pequeno porte. Imaginem que, na cidade do Crato, na década de 1960, existiam seis cinemas. No Cine Educadora, funcionava um Cineclube ligado à Fundação Padre Ibiapina que era importantíssimo. Nós víamos o melhor do cinema mundial. O que resta, hoje? Quantas salas de cinemas existem no Crato? Quantas salas de cinema existem no Cariri? Que filmes são exibidos nessas salas? O Cine Mais Cultura, do MinC, está com o projeto de instalar 2.000 salas de cinemas populares no Brasil, em cidades de pequeno e médio porte. O Cariri devia se mobilizar e instalar salas de cinema em todas as cidades da região. Seriam salas de cinema em pequenos centros culturais comunitários, com gestão coletiva etc. É preciso criar novos modelos. Com as novas tecnologias e a convergências de mídias, ficou mais fácil encontrar soluções criativas.
A produção cinematográfica estadunidense é um empecilho para o cinema latino- americano e caribenho?
A produção de Hollywood é um problema não apenas para o cinema latino-americano e caribenho. Acredito mesmo que essa produção, que detém por volta de 90% do mercado mundial, é um problema para todo o mundo e mesmo para os cineastas independentes dentro dos Estados Unidos. Esta indústria de cinema é tratada como indústria estratégica e é colocada pelo Estado no mesmo pé de igualdade da indústria da guerra. Eles sabem que aonde chegam os filmes norte-americanos chegam também seus produtos, seu modo de vida, sua ideologia... A grande guerra que se trava no mundo hoje não é a de tanques, é a de satélites, é a do controle dos meios de comunicação de massa, é o domínio das mentes e dos corações.
O Coletivo Camaradas homenageará a sua produção em 2010, tendo em vista o caráter engajado das suas obras. O que isso representa para você?
Representa que esse coletivo de jovens do Cariri poderá levar os meus filmes e meus poemas a encontrar-se com o público da periferia da cidade do Crato e de outras cidades da região. Se os meus filmes sempre foram feitos com a marca da coletividade, é bom que esses filmes sejam devolvidos à comunidade.
Quais seus planos para 2010?
Rodar o filme Folia de Reis, uma farsa popular sobre o neocolonialismo e o consenso de Washington (os reflexos perversos dessas políticas nos países subdesenvolvidos). Também quero instalar no Cariri, de forma experimental, as primeiras “Escolas de Saberes Tradicionais e Contemporâneos”, no caso, o “Saber Reisado” e o “Saber Cabaçal”. Vou tentar.
Fonte: Blog Coletivo Camaradas (publicado no site do PCdoB www.pcdob.paginaoficial.ws/noticia.php?id_noticia=123238&id_secao=61)
Fevereiro
Calendário Fevereiro 2010
Para que se possa planejar o feriado do carnaval e curtir a folga prolongada, primeiro é preciso saber quando começa o carnaval em 2010.
Para isso colocamos a folhinha abaixo que tem o feriado de terça-feira de carnaval assinalado em destaque. Este ano cai no dia 16/01. E como a folia no Brasil começa na sexta-feira, passa pelo sábado, domingo, segunda-feira e só acaba na quarta feira de cinzas, podemos dizer que um período bom para descansar a cabeça.

Além deste feriadão, há também outras datas comemorativas interessantes, veja algumas delas:
1 de fevereiro - Dia do Publicitário
2 de fevereiro - Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
2 de fevereiro - Dia de Iemanjá
5 de fevereiro - Dia do Datiloscopista
6 de fevereiro – Dia do Agente de Defesa Ambiental.
7 de fevereiro - Dia do Gráfico
9 de fevereiro - Dia do Zelador
10 de fevereiro - Dia do Atleta Profissional
11 de fevereiro - Dia da Criação da Casa da Moeda do Brasil
11 de fevereiro - Dia Mundial do Enfermo
13 de fevereiro - Dia Nacional do Ministério Público
14 de fevereiro - Dia da Amizade (Também comemorado dia dos Namorados em alguns países europeus e nos Estados Unidos)
16 de fevereiro - Dia do Repórter
19 de fevereiro - Dia do Desportista
21 de fevereiro - Dia da Conquista de Monte Castelo (1945)
23 de fevereiro - Dia do Rotaryano
24 de fevereiro - Promulgação da primeira Constituição da República do Brasil (1891)
25 de fevereiro - Dia da criação do Ministério das Comunicações
26 de fevereiro - Dia do Comediante
27 de fevereiro - Dia dos Idosos
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
domingo, 31 de janeiro de 2010
Terra que mata
Outro dia eu me encontrei com um Aquariano, foi uma verdadeira festa, falamos de nossos costumes, nossa cultura, enfim foi um reencontro que há muito esperava, porém de difícil acesso, devido à falta de comunicação que nós temos uns para com os outros.
Como a minha memória aquariana está muito fraca, já posso ser considerado um terráqueo de verdade, então perguntei para o colega - O Planeta terra assassina a vida? – sim. - O planeta faz isto por quê? -As espécies existentes estão sempre evoluindo, enquanto que a natureza não e, cada espécie que atinge um estágio superior assassina a anterior, o planeta está sempre em guerra consigo mesmo.
Afinal, o aquecimento Global vai ou não destruir o planeta Terra? – Sim, com certeza, não tenha dúvidas sobre isto – Como? - Realmente, quem tem o controle do poder existencial na bolinha ainda azulada são as bactérias, assim, estes minúsculos seres são responsáveis pela massa gasosa tanto nos oceanos como nos espaços geográficos sólidos, porém, quando há um alinhamento destes minúsculos seres para a proliferação de um tipo de gás letal para os seres vivos, muitas espécies são extintas, caso a harmonia seja plena neste complô bacteriano, a vida dos seres vivos pode ser tornar inviável. – O Que já aconteceu em eras anteriores, embora de forma não tão bem elastificada em todas as regiões de intensidade contínua e permanente, a ponto de criar uma destruição total da vida dos seres vivos, porém, tal possibilidade em teoria, seja algo que possa ser aplicado na prática.
- As Bactérias são as controladoras do gás carbônico na biosfera, que tanta mata em excesso ou na falta. - Como assim? - A taxa de gás carbônico dissolvida no ar é quem define se existe vida ou não, se as taxa for apta todos vivem, ou todos morrem, ou, senão todos, pelos menos parte, o que de já, um grande prejuízo para humanidade dado o processo de globalização e por que não dizer do efeito estufa, neste instante o grande aliado e queridinho das bactérias assassinas.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra- Aurora – (CE)
ORGULHAMO-NOS DE SER CRATENSES
Prezados senhores: estamos num dilema que nos apavora enquanto observamos a mudez desse povo cratense em não reagir frente às ameaças descabidas pelos inimigos que procuram controlar o governador para rasgar em pedaços o bom da cidade do Crato, deixando toda a população desorientada, sem poder se pronunciar por falta de apoio moral dos nossos políticos.
Relembramos que, antigamente, Crato era prestigiado e vinha sendo controlada pelos políticos amicíssimos desta cidade que nos iluminavam com bons projetos de larga escala, perfazendo uma série de melhoramentos, deixando-nos glorificados com aquisição de boas ações administrativas.
Glorificávamos, pois éramos mais bem aquinhoados, porque tínhamos bom equilíbrio que satisfazia o bom procedimento justo e moral.
Nos dias atuais, meu Deus, vivemos no esquecimento, causando desespero, deixando o povo esmaecido, já que não temos a quem recorrer, porque os cratenses de agora são diferentes dos que existiam nos tempos passados, vez que aceitam calmamente a desigualdade e não partem para a luta.
Às vezes, o povo tem a mania de dizer que, quando o homem quer e luta com muita ânsia, consegue alguma coisa, isto quer dizer que os cratenses atuais não lutam mais e permanecem atrás de políticos incompetentes, sem nenhum designo administrativo, cruzam os braços, calam e se conformam em receber migalhas que não nos satisfazem.
Infelizmente, parece que o cratense pertence a uma escola fundada pelo filósofo grego Zenon, que dizia: “Um homem pode tornar sensível aos males físicos e morais”, isto é, a escola Estóica. Atualmente o cratense aceita esse pensamento dúbio, sendo que procura estar insensível aos danos provocados pela massa governamental.
O Crato está enquadrado numa microrregião do Cariri, localizada ao sopé da Serra do Araripe, pátria dos primeiros soldados da independência, visto que seus filhos ilustres, guerreiros por natureza, participaram de grandes eventos em defesa da pátria amada. A nosso ver, esta cidade deveria ser respeitada, porque já não suportamos mais esse descaso acometido por homens rudes e que se apossaram por meio da intriga e da perfídia, vem sendo desmoralizada e desmerecida, o que prejudica o crescimento da cidade, visto que os políticos tomam medidas manhosas tentando convencer ao povo que outro lugar é mais populoso e deve merecer melhores ganhos econômicos.
De fato, lá é realmente populoso, nota-se que a população vem sempre prevalecida com propaganda enganosa, “o que não deveria acontecer”, pois todos os cidadãos têm origem na mesma pátria, consideramos cidadãos brasileiros e devem também receber o seu quinhão com metas desenvolvimentistas.
Por isso, os cratenses deveriam praticar os mesmos atos e mostrarem à mídia a sua coragem e gritar que aqui é a verdadeira terra do padre Cícero e ele aqui foi batizado na Igreja da Sé. Relata-se então que parte dos grandes movimentos de romeiros devem ser também processados na cidade do Crato, pois o Crato também merece receber a sua vantagem populacional.
Constata-se, portanto, que permanece no pensamento do povo que alguns políticos só tem cabeça por que prego tem: isto é, só servem pra levar pancada.
Pessoal, parta para a luta, deixe de lado o comodismo, acabe com as picuinhas, trabalhe, mas trabalhe com muita coragem, grite, reclame, exija e diga ao governador que o Crato pertence ao Ceará deve ser respeitada.
Em tempo: todos os dias oramos com muita fé ao Divino Espírito Santo, pedindo que ilumine a esses fracos líderes (da Ponta da Serra) para que tomem decisões acertadas e que não venham prejudicar o Crato. Mudem de idéia e comunguem com toda população cratense. Não se deixem enganar pelos políticos astuciosos. Professor Figueiredo Filho, filho deste distrito, foi o maior defensor do Crato. Por que não o imitam?
Crato, 28.10.2010
Prefeito de Juazeiro diz que ampliará investimentos sociais
O prefeito de Juazeiro do Norte Dr. Santana, durante encontro com a militância petista neste final de semana falou que em seu governo continuará a priorizar as áreas sociais. Santana lembrou os investimentos feitos na Saúde e que continuarão a ser feitos, pois seu objetivo é tornar Juazeiro modelo na área em todo o interior do Estado.
Na Educação, Juazeiro terá mais e melhores escolas e mais investimentos em fardamento escolar, merenda e transporte para crianças e adolescentes. Na Assistência Social, sua prioridade é a ampliação de programas voltados para idosos, mulheres, crianças e adolescentes. Além disso, pretende aumentar o número de beneficiados em programas como o Bolsa Família, o Leite Fome Zero, e o atendimento nas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social.
Romaria das Candeias será a largada do projeto Árvore do Centenário
Numa iniciativa da Secretaria de Turismo e Romarias e da Comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro do Norte, o projeto Árvore do Centenário começa a ser executado nesta Romaria das Candeias. Os peregrinos já podem se cadastrar e receber uma senha na Casa Paroquial da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores se habilitando a partir do projeto. Na manhã de terça-feira, dia 2 de fevereiro, todos pegarão as mudas de Juazeiro nas imediações da Igreja Matriz.
Segundo o titular da Setur e Coordenador Executivo da Comissão, José Carlos dos Santos, ficou acertado com a Igreja que as mudas serão bentas. Desta forma, na própria terça-feira ao meio-dia, os romeiros que receberam as mudas irão erguê-las no interior da Basílica no momento da tradicional celebração de despedida dos fiéis que vieram a Juazeiro. A previsão é para distribuir três mil mudas nesse primeiro momento numa iniciativa parceira com o Governo do Estado a partir da criação de um viveiro e de olho, também, na recuperação do ecossistema do Horto.
DOM BOSCO - Outra iniciativa da Setur e da Comissão será a afixação de uma placa no Santuário do Sagrado Coração de Jesus (Salesianos) por volta das 16 horas desta segunda-feira, dia 1º, na ocasião da chegada àquele templo das relíquias de Dom Bosco. O prefeito Manoel Santana vai descerrar a placa que se constitui numa espécie de símbolo desse encontro entre Padre Cícero e Dom Bosco. Representa ainda a gratidão juazeirense pelos 70 anos da chegada da Ordem Salesiana ao Juazeiro a qual foi atraída pelo sacerdote.
sábado, 30 de janeiro de 2010
A farsa da romaria e as chamas do Caldeirão
A experiência do Caldeirão baseada na partilha da produção e na religiosidade popular merece o resgate histórico sem a maquiagem das elites e da Igreja Católica.
O Caldeirão foi um exemplo de utopia possível. Em poucos anos cresceu a população da comunidade, chegando a cerca de dois mil habitantes. Camponeses advindos de diversas localidades e fugindo da exploração latifundiária acreditavam que a comunidade do Caldeirão era terra da prosperidade.
Uma comunidade auto-sustentável na qual seguia a lógica socialista de produção social e apropriação coletiva, ou seja, tudo que era produzido passava pela divisão.
Uma terra “emprestada” pelo Padre Cícero, ao Beato José Lourenço e a sua comunidade serviu do pão de esperança e fraternidade, mas após morte do padim, a terra foi requerida pelo uso da força e a pedidos dos salesianos. Vale destacar que quase todos os bens do Padre Cícero foram doados em testamento para Congregação dos Salesianos. Qual a ameaça que essa comunidade representava para a Igreja Católica e para os latifundiários? A quem interessava a destruição sangrenta destes camponeses? É bem verdade que a história nos aponta algumas pistas, uma delas é a ameaça a propriedade privada. Em Canudos ou na Guerrilha do Araguaia o massacre ocorreu em defesa dos poderosos, sejam eles, os donos das terras e das fabricas ou dos comerciantes da fé.
A revitalização do Caldeirão proposta pelo Governo do Estado em parceria com o Governo Municipal do Crato deve passar pelo resgate histórico e pela garantia de sustentabilidade e da melhoria das condições de vida da população do local, o que deve inclui a valorosa experiência de resistência dos camponeses do Assentamento 10 de Abril e a historiografia dos índios Kariri que residem nas terras próximas ao Caldeirão e que tem histórias semelhantes, a idéia de poder cultivar e manter o meio ambiente como forma de sobrevivência e comunhão.
Pela abertura irrestrita de todos os arquivos do Caldeirão e pelo direito a verdade dos fatos!
A farsa da romaria e as chamas do Caldeirão
A experiência do Caldeirão baseada na partilha da produção e na religiosidade popular merece o resgate histórico sem a maquiagem das elites e da Igreja Católica.
O Caldeirão foi um exemplo de utopia possível. Em poucos anos cresceu a população da comunidade, chegando a cerca de dois mil habitantes. Camponeses advindos de diversas localidades e fugindo da exploração latifundiária acreditavam que a comunidade do Caldeirão era terra da prosperidade.
Uma comunidade auto-sustentável na qual seguia a lógica socialista de produção social e apropriação coletiva, ou seja, tudo que era produzido passava pela divisão.
Uma terra “emprestada” pelo Padre Cícero, ao Beato José Lourenço e a sua comunidade serviu do pão de esperança e fraternidade, mas após morte do padim, a terra foi requerida pelo uso da força e a pedidos dos salesianos. Vale destacar que quase todos os bens do Padre Cícero foram doados em testamento para Congregação dos Salesianos. Qual a ameaça que essa comunidade representava para a Igreja Católica e para os latifundiários? A quem interessava a destruição sangrenta destes camponeses? É bem verdade que a história nos aponta algumas pistas, uma delas é a ameaça a propriedade privada. Em Canudos ou na Guerrilha do Araguaia o massacre ocorreu em defesa dos poderosos, sejam eles, os donos das terras e das fabricas ou dos comerciantes da fé.
A revitalização do Caldeirão proposta pelo Governo do Estado em parceria com o Governo Municipal do Crato deve passar pelo resgate histórico e pela garantia de sustentabilidade e da melhoria das condições de vida da população do local, o que deve inclui a valorosa experiência de resistência dos camponeses do Assentamento 10 de Abril e a historiografia dos índios Kariri que residem nas terras próximas ao Caldeirão e que tem histórias semelhantes, a idéia de poder cultivar e manter o meio ambiente como forma de sobrevivência e comunhão.
Pela abertura irrestrita de todos os arquivos do Caldeirão e pelo direito a verdade dos fatos!
CONVITE
A Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, convida V. Sa. para participar do 1º Encontro de Escritores, Poetas, Cordelistas e Repentistas da Região Metropolitana do Cariri, no dia 04 de fevereiro do corrente ano, às 8h00, no Teatro Municipal Marquise Branca, com a seguinte programação:
8h00-Café da Manhã
8h30-Abertura.
8h50-Palestra: Registros de trabalhos literários na Biblioteca Nacional, ficha catalográfica, direitos autorais entre outros esclarecimentos para a área. Palestrante: Renato Casimiro.
9h30-Palestra: Centenário de Juazeiro do Norte. Palestrante: Daniel Walker
10h20-Reunião de grupos para debate em dois eixos:
a) Participação dos Escritores, Poetas, Cordelistas e Repentistas na elaboração do Plano Municipal de Cultura.
b) Participação do segmento nos Festejos do Centenário de Juazeiro do Norte.
Atenciosamente
Glória Maria Ramos Tavares
Secretária de Cultura de Juazeiro do Norte
Franco Barbosa
Gerência de Literatura
Hugo Rodrigues
Presidente do ICVC
Encontro hoje a noite em Crato dará início a um intercâmbio cultural entre Crato e Sergipe
Para presidir o evento chegou ontem a Crato o advogado, historiador e escritor Luiz Eduardo Alves de Oliva, presidente da Imprensa Oficial do Estado de Sergipe. membro do Instituto Histórico e Geográfico daquele estado e vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais.
É pensamento do Dr. Luiz Eduardo Oliva reeditar o livro “As quatro sergipanas”, do Mons. Francisco Holanda Montenegro, numa edição para distribuição entre as entidades educacional-culturais do Brasil.
O meritório trabalho do Monsenhor Francisco Holanda Montenegro foi fruto de muita paciência e muito amor, pois ele compulsou documentos, alinhou fatos, buscando as raízes mais longínquas dentro de um dos ramos mais difíceis da história: a genealogia. devemos a ele um dos melhores tratados sobre as linhagens das “gens caririenses”.
Todos estão convidados para o evento:
Data: Neste sábado, 30 de janeiro de 2010
Horário: 19:30h
Local: Teatro Municipal Salviano Arraes
Calçadão da Rua José de Alencar - Crato
Missão do Banco Mundial visita projeto Cidades do Ceará
A Secretaria das Cidades recebe, de 1º a 5 de fevereiro, uma missão do Banco Mundial (Bird) para discutir a implantação do Projeto Cidades do Ceará/Cariri Central e celebrar o financiamento assinado em dezembro de 2009, na ordem de US$ 46 milhões (R$ 92 milhões), com contrapartida de US$ 20 milhões (R$ 40 milhões ) do Governo do Estado.
Os recursos serão investidos nos nove municípios que compõem a Região Metropolitana do Cariri (RMC), em ações de qualificação territorial, apoio aos arranjos produtivos do turismo e de calçados e fortalecimento institucional das administrações municipais e da gestão regional.
A equipe do Bird passará a semana no Cariri, onde se reunirá com técnicos do Governo do Estado, das administrações municipais, representantes da sociedade civil e do setor empresarial. Na agenda da missão, estão previstas ainda a realização de visitas às áreas das intervenções propostas.
O projeto Cidades do Ceará prevê a realização de obras como a construção do Aterro Consorciado do Cariri; a implantação do Roteiro da Fé e a construção da Avenida de Contorno, em Juazeiro do Norte; a Requalificação Urbana e Ambiental do Bairro do Seminário e a Requalificação de Praças, no Crato; e o restauro do antigo Engenho Tupinambá para implantação de Museu, em Barbalha
Guimarães participa de plenária do PT neste sábado, em Juazeiro
O deputado federal José Guimarães (PT) participa neste sábado, 30, de uma plenária com a militância do Partido dos Trabalhadores. A idéia do encontro é o de avaliar o mandato do deputado Guimarães e fazer o planejamento para as ações neste ano de 2010. O parlamentar chega neste sábado pela manhã, no Cariri, quando participa de encontro em Mauriti com o prefeito Isac Júnior, do PT e o Secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Camilo Santana. Guimarães participou nesta quinta-feira à noite, em Missão Velha, de encontro que marcou a filiação de Micaelce Santana ao Partido dos Trabalhadores.A plenária acontece na Faculdade Objetivo às 16 horas de hoje.
PT realiza plenária em Mauriti
O Partido dos Trabalhadores de Mauriti realiza na manhã deste sábado, 30, uma plenária com militantes e convidados com o objetivo de discutir a política regional. Na oportunidade será feita uma mesa redonda com as participações do prefeito Isac Júnior, do deputado federal José Guimarães e do Secretário de Desenvolvimento Agrário Camilo Santana. O prefeito Isac Júnior vai falar sobre o atual momento de sua gestão. O deputado José Guimarães uma avaliação da política nacional e estadual. Camilo Santana falará sobre o desenvolvimento de políticas públicas no Cariri e a participação do PT nas eleições de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Raimundo de Oliveira Borges - Por Emerson Monteiro
Isso que dizem de ser a vida humana mera fagulha ao vento exige comprovação, sobretudo diante da existência deste amigo, Raimundo de Oliveira Borges, que ora demonstra de perto a experiência firme de viver durante cem anos uma idade plena de realizações. Ele, sim, pode falar do existir e contar da tradição e da peleja de três gerações sucessivas que testemunha com fidelidade e coragem.
Escritor emérito, publicou mais de uma dúzia de livros. Advogado e professor, marcou de jeito indelével a consciência das centenas de alunos, dentre os quais sou, com satisfação, um deles. Tribuno de rara qualidade, porfiou no júri, praticando fala rica, profícua, no êxito de momentosos processos. Líder comunitário, efetivou importantes funções, em Crato, havendo exercido a direção das Faculdades de Filosofia, de Direito e de Ciências Econômicas. Presidente do Instituto Cultural do Cariri, sobreviveu a nossa simpática academia de letras numa fase das mais dificultosas, quando ao seu lado estive. Se bem que cabe, ainda, considerar o seu desempenho virtuoso de pai extremado, fino de trato e humor, tranqüilo, de espírito desarmado, palestrante versado na melhor literatura, poeta dotado de sensibilidade, pessoa exemplar, afeita sob os princípios dignos e imprescindíveis da civilização que usinou durante todo tempo, conhecendo a história do povo, bem relacionado, cordial e valoroso paladino das causas essenciais, na prática política e nos penhores da liberdade consciente.
Doutor Borges, por tudo isto e outros predicados, marca a sociedade cearense interiorana com personalidade ímpar de quem merece privar o convívio honrado e fértil dos justos. Elencar qualidades que lhe são de dever torna-se tarefa leve, aos moldes do estilo e da pena que maneja no exercício da escrita, por meio dos livros que subscreve, dotados de emoção, memórias produzidas no fogo da responsabilidade social que a isto se obrigou exercitar.
Eu, ainda menino, tomei conhecimento de seu talento através dos júris que, na década de 60, de comum, eram retransmitidos através dos microfones da Rádio Araripe de Crato. Admirado, ouvia seus discursos deveras impressionantes, tanto pela cultura vasta, quanto pela facilidade na argumentação, demonstrações de sapiência jurídica e ilustre universalidade. Fora eleito orador da sua turma de 1937, na Faculdade de Direito do Ceará, contemporâneo de figuras destacadas na vida pública posterior do nosso Estado.
Instalou-se em Crato desde 1942 e aqui até hoje permanece conquistando espaço próprio, ao lado da gente boa, ordeira e laboriosa deste lugar abençoado.
No dia 02 de julho do corrente ano de 2007, época exata do transcurso de um século de sua vida, o doutor Raimundo de Oliveira Borges se nos afigura querido em face de todos os que lhe privam da convivência, ele que representa, em breves traços, um desses personagens inesquecíveis e marcantes dos romances imortais, ricos dos atributos puros e sublimes das almas vitoriosas.
P. S. EM 28 DE JANEIRO DE 2010: Ser humano de reconhecida capacidade para a concretização dos seus ideais. Profissional de sucesso como advogado, administrador de instituições universitárias, professor, escritor, intelectual, líder comunitário, pai de família. Em tudo desenvolveu raros modelos de exemplares conquistas. Sempre jovial, bem humorado, otimista, alegre, laborioso, amigo, dotado de sentimentos benfazejos, valiosos, Raimundo de Oliveira Borges significou dignidade para sua geração e passa à história cearense qual pessoa de ricas e nobres virtudes.
Revista Brasil Rotário destaca livro O berço dos Araújo Paiva
A mais recente edição da tradicional revista Brasil Rotário, de janeiro de 2010, publicou o seguinte comentário acerca do livro O berço dos Araújo Paiva, de autoria de Audir de Araújo Paiva, sócio do Rotary Club do Crato:Prefeito entrega certificado a pequenos empreendedores de Juazeiro

Na noite de ontem, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Juazeiro do Norte( CDL ), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura de Juazeiro do Norte, entregou os certificados aos 50 alunos que concluíram o Curso de Microcrédito Produtivo Orientado.
O evento contou com presença do prefeito Dr. Santana, do deputado federal José Guimarães, do secretário Eraldo Oliveira, do vice-presidente da CDL, Michel Araújo e diversas autoridades municipais.
A microempreendedora Emanuele Vitorino foi responsável pela saudação em nome da turma. Em suas palavras, aproveitou para ressaltar a importância do curso e do compromisso da administração municipal com o setor. O titular da pasta do desenvolvimento, Eraldo Oliveira, falou do apoio recebido do prefeito para realização desse tipo de ação.
O prefeito Dr. Santana, agradeceu a SEDETA pelo empenho e dedicação da equipe técnica na realização do curso, aproveitou ainda, para assumir compromisso com todos os participantes, em disponibilizar um terreno para criação de um espaço para os pequenos e microempreendedores, autorizando a SEDETA estudar e viabilizar esta ação.








